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    O Filho Prodígio. Capitulo 2 - A terra prometida.

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    Moisesbe
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    O Filho Prodígio. Capitulo 2 - A terra prometida.

    Mensagem por Moisesbe em Ter Ago 14, 2018 8:32 pm

    The Piano Duet

    Ano Terra: 1981.
    Local: Cemitério.



    Alguns dias se passaram. O local, era um cemitério. Não era um cemitério. Era o cemitério. Sónia não teria resistido ao ferimento provocado por Rafik. Morreu na hora. Em seu funeral, haviam várias pessoas vestidas de preto. Eddie estava presente. Ele ainda tinha claramente alguma maquinhagem pelo rosto. Tal como marcas, e um olho negro.

    Eddie, mantinha seu ar sério, não mostrava grandes reações. Não mostrava empatia, ou um entristimento tão perfundo. Apenas ficava olhando sério, afastado dos outros, enquanto sua esposa era enterrada. Alguns momentos se passavam, e via-se um olhar, um tanto quanto perturbador vindo do mesmo.



    Eddie então se aproximava um pouco. Ele levantava as mãos, e começava a bater palmas. Embora isso pareça diferente, é um costume normal entre artistas. Então os outros presentes, começavam a aplaudir também, no momento que Eddie virava suas costas, e ele simplesmente ia embora, antes do funeral terminar.

    Eddie entrava em sua carrinha. Ele puxava a pequena placa de cima do vidro dianteiro, e tirava de lá uma foto. Nessa foto, tinha ele segurando Bé e Filipe ao lado de Sónia. Então Eddie mudava ligeiramente a sua expressão. Ele volta a abrir a porta e a sair. Eddie, tira do bolso um insqueiro, bota fogo na fotografia.

    Ele deixava cair a foto que ardia, começando por Sónia, porem ele calca com o pé apagando o fogo ao ver como a foto estava. Ele sozinho segurando nas crianças. Então Eddie mostra um ar pensativo. Ele caminha denovo para perto do funeral, procurando por Bé e Filipe. Ele dá as mãos a estes e os leva para dentro da carrinha.

    Moisés: Papa... Não vamos ficar até ao final?

    Eddie: Bé.

    Bé: Diz?

    Eddie: Não me digam nada.

    Bé: Mas...

    Eddie: Sem mas.

    Eddie coloca a carrinha a trabalhar e dirige para fora do local. O silêncio era grande, algo até incomodativo. Bé ficava apenas olhando pela janela, nota-se também alguma maquinagem um pouco borratada no rosto de Bé. Eddie então conduzia, durante algum tempo. Então parece que Filipe volta a quebrar o silêncio.

    Filipe: Onde nós vamos?...

    Eddie: O que eu disse a pouco?

    Filipe: Eu só queria saber.

    Eddie: Então faz me um favor. E cala a boca.

    Filipe: Desculpa...

    Eddie então continua a dirigir, parece que eles vão por lugares com algumas curvas, talvez fosse parecido a trás dos montes, porem parecia ser um lugar bem mais deserto. As crianças pareciam cansadas da viagem, então elas pareciam pegar no sono. No entando eles finalmente chegam no seu destino.

    Ele sai da carrinha e dá a volta, ele abre a porta das crianças para que as mesmas saíssem. Apenas Filipe sai, então Eddie entra e vê Bé com o sono mais pesado, este fala.

    Eddie: Anda.

    Bé parece não ter ouvido, Eddie dá uma bofetada nele o acordando.

    Eddie: Anda!

    Bé se levanta após ser puxado por Eddie para fora da carrinha, estavam em um campo enorme, com muitos terrenos quase vazios, uma pequena casa estava cerca. Eddie leva as crianças para lá. Até uma sala especifica. Nessa sala, estava apenas uma cadeira. Eddie fecha a porta ficando sozinho com eles.

    Então ele anda, e se senta na unica cadeira que está ali. Eddie olha para os rapazes, e fala para Bé.

    Eddie: O que foi que tu fizes-te?

    Bé: Eu?...

    Eddie: Sim.

    Bé: Eu... Eu... Não sei.

    Eddie então se levanta.

    Eddie: Não sabes? Sabes muito bem aquilo que fizes-te!

    Eddie: SABES MUITO BEM!

    As crianças pareciam se afastar um pouco com algum medo ao verem seu pai a gritar.

    Filipe: Foi sem querer, nós estavamos a brincar.

    Eddie: Cala-te! Estou a falar com o teu irmão!

    Então Eddie se aproxima de Bé, Eddie se abaixa e coloca a mão nele.

    Eddie: A culpa é toda tua! Ela morreu pela tua culpa!

    Bé parecia ficar bem agonizado com as palavras que ele falou.

    Bé: Não... Não fui eu que bati nela...

    Eddie: Mas foi por causa de ti que o fizeram! Tu vis-te bem o que causas-te? Tu matas-te a tua mãe!

    Bé: Eu... Eu não.

    Eddie mexia com o corpo de Bé, com sua mão este o empurra, fazendo Bé cair para trás, Filipe parecia se sentir mal com aquela situação.

    Eddie: Sim! Tu fizes-te isso! Deverias te sentir mal, por teres destruido a minha vida!

    Bé se levantava, então Eddie voltava a empurrar o mesmo para o chão e se aproximava lhe apontando o dedo, Filipe chegava perto e segurava no braço de Eddie. Então Eddie lhe dava uma pancada com as costas da mão com alguma força na cara de Filipe fazendo este cair também, Bé então falava.

    Bé: Pai, não quebramos aquilo de prepositivo...

    Eddie: De preposito ou não a culpa é vossa!

    Bé se levantava e então aconteceu algo que deixou Filipe em choque, Eddie simplesmente começou a acertar alguns socos no rosto dele, e na cabeça derrubando a criança.

    Eddie: Se vocês nunca tivessem aparecido na minha vida hoje eu era feliz!

    Bé se tentava levantar porem Eddie acertava um chute na cabeça dele, parecia acertar sem medir a força, sem sequer se preocupar que se tratava de uma criança.

    Eddie: Tu! Tu que deverias ter morrido e não ela!

    Eddie continuava a dar chutes em Bé que estava a chorar aninhado e com os braços protegendo a cabeça se queixando a cada um deles. Então ele para quando Filipe desvia sua atenção.

    Filipe: Fui eu quem partiu aquilo e derrubou a caixa.

    Eddie: O que foi que tu dizes-te?

    Bé: Uma mentira.

    Eddie voltava a olhar para Bé.

    Bé: Para me deixares a mim em paz.

    Filipe: É verdade.

    Eddie parecia se irritar e puxa Bé do chão pelos cabelos, ele atira este contra o irmão que segurava nele e o abraçava.

    Filipe: Não fomos nós que batemos na mamã. Também estamos zangados com isso.

    Eddie: Estão?

    Filipe e Bé acenavam com a cabeça.

    Eddie: Quero ver isso então.

    Eddie então caminha e abre a porta, este sai e tranca a mesma deixando as crianças ali na sala sozinhas, a sala parecia escura e não tinha quase nada lá. Bé se sentava no chão junto de Filipe, ambos pareciam assustados e com medo da situação no qual estavam, Filipe decide comentar isso com seu irmão.

    Filipe: Bé... Eu tenho medo.

    Bé: De que?

    Filipe: O papa vai nos magoar mais.

    Bé: Nós se calhar merecemos ser magoados.

    Bé se voltava a aninhar, abraçando seus joelhos enquanto chorava, ele continua a falar enquanto soluçava.

    Bé: Tenho saudades da mamã.

    Então as crianças ficam ali sozinhas, durante algumas horas, pareciam nem conseguir dormir direito dessa vez. Quando já aparentemente de madrugada, os rapazes ouvem alguns gritos e ficam alerta.

    Eddie: HEIN! ACHAVAS QUE EU NÃO TE ENCONTRAVA?

    Voz: Larga-me seu louco!

    Eddie: LOUCO! AINDA NÃO VISTE NADA!

    Voz: Meu deus, solta-me atrasado mental!

    Se ouve enormes barulhos, possivelmente de pancadas, os rapazes se encostam na parede enquanto Filipe abraçava seu irmão.

    Eddie: DEUS? DEUS NÃO ESTÁ AQUI!

    Se ouve mais pancadas, e Eddie abre a porta, ele atira para lá um corpo, de um homem gigante e pesado, era Rafik, que tinha enormes marcas por todo seu corpo, ele estava amarrado e vendado, ele ficava deitado no chão enquanto Eddie voltava a fechar a porta. Eddie ligava a luz, era uma simples lâmpada pendurada no teto.

    Bé e Filipe ficam um pouco encandeados, mas eles vêm o homem caido no chão e observam Eddie o levantando e o metendo sentado na cadeira. Eddie com mais corda amarrava mais ele o prendendo na cadeira. Eddie então socava algumas vezes o homem pelo rosto enquanto as crianças continuavam assustadas.

    Eddie: QUE ACHAS DISSO? SEU FILHO DA PUTA!

    Rafik: Eu vou te matar!

    Eddie: Não... Não vais. Sou eu quem te vai matar a ti.

    Eddie então puxava do seu bolso, uma navalha, bem grande, uma especie de faca porem propria para machucar pessoas. Eddie tirava a venda do homem que abria os olhos olhando para Eddie, que mostrava uma expressão de odio e rancor, enquanto com sua mão apertava a faca, então Rafik fala.

    Rafik: Não faças nada do que te vás arrepender.

    Eddie: NÃO! Claro que não. Eu vou aproveitar, cada momento.

    Rafik: Vais estragar a tua vida.

    Eddie: Não. Tu já fizes-te isso! TU ESTRAGAS-TE A MINHA VIDA! Eu apenas vou retribuir o favor.

    Rafik tentava dar um impulso para se levantar porem Eddie espeta a faca na perna do mesmo, fazendo Rafik gritar com dores.

    Rafik: AHHHhhH!

    As crianças ficavam mais assustadas ao ver aquela cena, porem ficavam no canto da sala, encolhidas.

    Eddie: DOI NÃO DOI? Sabes o que mais doi?

    Rafik não responde Eddie com sua mão esquerda aperta a cara dele.

    Eddie: RESPONDE-ME!

    Rafik: Deixa-me ir! Entrega me a policia!

    Eddie: Ah. Eu entendi. Afinal... É só isso. Tu não consegues. Não consegues ver.

    Eddie se virava para as crianças, ele dava uma risada meio macabra, estranha e completamente fora do contesto de tudo.

    Eddie: UYAHAHAHAHA! Vejam crianças! Ele não consegue ver! HAHAHAHA!

    As risadas de Eddie ecoavam na sala, este momentaneamente para de rir. Bé tapa os olhos de Filipe, quando Eddie após um impulso prefura com a faca o olho direito de Rafik, que faz o mesmo gritar intensamente.

    Rafik: ARRHHHHHRRHHH!!

    Eddie: UYAHAHAHAHA!

    Rafik: ARHHHHHHHHAHHRR!

    Os gritos graves de pânico de Rafik, é como se misturassem no ar junto as risadas doidas de Eddie, fazendo um som que lembra... Uma linda melodia. Eddie continuava rindo, enquanto Rafik não podia fazer nada visto estar completamente amarrado, muito sangue escorria caindo da cara dele, indo pelo corpo. Filipe falava para o seu irmão.

    Filipe: Bé... O que está a acontecer?

    Bé ficava vidrado com aquela cena, porem ele não largava a cabeça do irmão, mas ele via o que estava a acontecer, mas era incapaz de falar sequer.

    Eddie: NÃO VÊS? ENTÃO NÃO QUERES VER?

    Rafik: AHHHHHR!!

    Eddie: ENTÃO NÃO PRECISAS DISTO!!

    Eddie se volta a aproximar de Rafik, este tira a sua faca da vista direita dele, Eddie abraçando a cabeça dele com o braço esquerdo, volta a prefurar ele, debaixo da sobrancelha, Rafik voltava a gritar de dores, enquanto Eddie ria. Eddie dá vários impulsos, enquanto dava para ver o homem se esperneando.

    Eddie literalmente arrancava o olho fora e cortava a ligação que o olho tinha na cabeça dele, sangue escorria por ai enquanto Rafik parecia até rouco de gritar, Eddie se vira para Bé e fala.

    Eddie: Larga ele e vem aqui.

    Bé então tremendo larga Filipe, que estava bem no cantinho, Bé caminha até Eddie, Eddie jogava o olho para o chão, este se coloca em um joelho e com a mão esquerda segura na roupa de Bé, então Eddie levemente passa com a faca na cara de Bé e fala.

    Eddie: Estás a ver? Tu estás a ver?

    Bé acenava com a cabeça, porem Eddie gritava com ele.

    Eddie: RESPONDE-ME!

    Bé: Sim.

    Eddie: O que estás tu a ver?

    Bé parecia confuso, sem saber o que dizer, ou o que o seu pai queria ouvir naquele momento.

    Bé: Eu... Eu não sei pai...

    Eddie agarra Bé e lhe aperta o pescoço com a mão esquerda.

    Eddie: Estás a mentir. Não consegues ver. Tu também não consegues ver.

    Eddie: Mas está tudo bem.

    Eddie: Eu vou te ensinar.

    Eddie: Eu vou tomar conta de ti.

    Eddie: Mas eu preciso que vejas.

    Bé: Eu... Só vejo... Sangue?

    Eddie dá uma bofetada na cara de Bé e grita com ele.

    Eddie: NÃO! NÃO É ISSO! NÃO É ISSO!

    Eddie puxa Bé e então simplesmente perfura, no olho direito da criança com a faca, que também grita, porem de um jeito agudo.

    Bé: Ahhhhhrrr!!!

    Eddie: BUAHAHAHAHA!

    Então Eddie ria, enquanto Bé gritava. Mais música para os meus ouvidos. Este puxava a criança e tirava a faca da cara dele, Bé se jogava para o chão com as mãos na ferida. Eddie então parava de rir e olhava para Filipe no canto da sala, Eddie caminhava até Filipe que se mostrava com medo.

    Eddie: Hey, não tenhas receio criança. Estou aqui para te ensinar.

    Filipe então olha para Eddie.

    Eddie: Consegues ver?

    Filipe se encolhia sabendo que o seu pai poderia o ferir também, ele olha para Rafik todo ensanguentado e Bé também ferido no chão, Eddie puxa a cara de Filipe o fazendo olhar para ele.

    Eddie: O que estás tu a ver?

    Filipe: Dor... E sofrimento...

    Filipe se encolhia, com medo que a qualquer momento seu pai o magoa-se, porem Eddie não o faz, parecia satisfeito com a resposta dele. Eddie volta a caminhar para o centro e fala para Bé que estava sentando com as mãos a tapar a ferida.

    Eddie: Ouvis-te garoto?

    Bé: S-sim...

    Eddie: Dor. Dor e sofrimento. Queres acabar com isso?

    Bé: Sim.

    Eddie então do nada espeta com a faca no pescoço de Rafik sentando que voltava a reclamar já nem conseguindo gritar direito. Bé ficava a olhar, então Eddie o puxava do chão e o empurra para perto do homem. Bé confuso volta a olhar para Eddie, que este com o dedo indicativo faz um gesto de cortar a garganta, de um lado a outro, então Bé olha denovo para Rafik.

    Bé: Pai... Eu.

    Eddie: Não me dizeram ah um tempo atrás que também estavam zangados com isto? Queres acabar com o sofrimento? Prova que realmente vocês serão tão fortes quanto eu.

    Bé: Eu não consigo.

    Eddie: Fa-lo.

    Eddie se aproxima e coloca a mão no ombro de Bé.

    Eddie: Não por mim.

    Eddie: Pela mamã.

    Bé então colocava suas mãos na faca que estava presa no pescoço de Rafik, a câmara não mostra a cena, pois dá-se um fadeout, mas se ouve o som da faca a deslizar e a cortar a garganta do homem. E assim começa a nossa maravilhosa saga. Então quando volta do Fadeout se mostra um céu escuro.

    E o barulho de uma pá abrindo um buraco. Então a câmara vai baixando e mostra Eddie, terminando de escavar um grande buraco, ao longe estava Filipe com Bé que tinha uma ligadura na cabeça tapando o olho ferido. Eddie então terminava de escavar. Ele tirava da mala da carrinha o corpo embrulhado num lençol.

    Então Eddie o atirava para o buraco que escavou e voltava com a pá a colocar novamente a terra, enterrando o corpo de Rafik, enquanto Bé e Filipe apenas observam, em completo silêncio, a unica coisa que se ouvia era o ambiente, o som do vento batendo nas árvores e arbustos, e os passos de Eddie, com sua pá.

    Então depois de ele enterrar o corpo atirava a pá para a mala da carrinha e fechava a mesma, ele caminha até as crianças, que olhavam para ele, Eddie se apoiava no joelho, colocava a mão no ombro de cada um e falava.

    Eddie: Porque tão sérios?

    Eddie esboça um sorriso, não transmitia qualquer alegria ou felicidade. Bé falava.

    Bé: Eu só queria estar com a mamã.

    Eddie: E achas que eu não queria?

    Bé: ...

    Eddie: A vida é dura, e cruel lá fora. Apenas dor e sofrimento vos aguarda. Mas eu sou vosso pai. Não importa se é de sangue ou não.

    Filipe: Nós sabemos que somos adoptados, mamã já falou sobre isso.

    Eddie: O sangue, é todo igual. É todo vermelho. O meu, o vosso, o daquele tipo.

    Eddie fazia sinal com a cabeça para a campa.

    Eddie: Eu estou disposto a fazer aquilo que vossa mãe queria. Criar vocês, e cuidar de vocês. Mas para isso, preciso de vos ensinar, o que é a vida. E a vida, é muito mais do que simplesmente respirar, comer, dormir, brincar.

    Filipe: Trabalhar?

    Eddie: Sofrimento e dor. Mas vocês não vão passar por isso. Eu vou purificar vocês. E eu vou tirar de vocês esse sentimento.

    Bé: Como?

    Eddie: Hahahaha! Irás ver. Vou trabalhar... Em... Em uma surpresa, para vocês dois.

    Bé e Filipe olham um para o outro, não pareciam empolgados com a suposta surpresa.

    Eddie: Entrem. Iremos viajar.

    Filipe: Para onde?

    Eddie: Para onde o vento nos levar pequeno.

    Então eles entram na carrinha, Eddie se senta no lugar de condutor, ele olha para trás vendo as crianças, então ele presta alguma atenção mais especificamente em Bé. Eddie trocava alguns olhares, então antes de dirigir, ele fala.

    Eddie: Bé. Hoje vens aqui, ao meu lado.

    Bé: Está bem.

    Bé então sai e entra na porta da frente, ele mete o cinto e encosta sua cabeça no vidro, ele parecia calmo. Calmo demais para o meu gosto... Eddie prestava atenção nele, de como mal reclamava da ferida profunda que este tinha no olho, porem nem falava mais acerca disso, era como se propria criança tive-se esquecido que tinha sido ferida.

    Eddie: Como está o teu olho?

    Bé: Melhor.

    Eddie bate com as costas da mão em Bé mirando no olho ferido, Bé não reage muito.

    Eddie: Não deveria estar melhor, tira isso.

    Bé então tirava as ligaduras, Eddie se chegava proximo olhando para a cara dele, ele com os dedos abre o olho de Bé, e curiosamente vê que a ferida já estava minina em poucas horas. No entando ele deveria estar cego. Curioso não é? Fator cura de Bé sempre esteve lá. O que significa que sou livre para o ferir mais ainda!

    Eddie: Doi te?

    Bé: Sim.

    Eddie: NÃO DEVERIA!!

    A attitude foi repentina e Eddie remexe um pouco o corpo de Bé após ter gritado com o mesmo, fazendo este se assustar.

    Bé: Mas... Tu me magoas-te.

    Eddie: Dor, pequeno. Dor é psicológico.

    Eddie tira do bolso a mesma navalha.

    Eddie: Eu vou te ensinar a aceitar isso.

    Eddie então segurava no pescoço de Bé com a mão esquerda e aproximava a navalha do mesmo olho de Bé.

    Eddie: Sabes, tem um jeito de te veres livre e de qualquer dor.

    Eddie: Aceitar ela.

    Eddie dá a navalha para as mãos de Bé que fica se questionando.

    Bé: Obrigado.

    Eddie: Não é para ti. Eu quero que aceites a dor. E é bom que o faças como dever ser.

    Bé: Eu... Devo fazer o que.

    Eddie: Hahahaha. Tão engraçadinho. Quero que arranques o olho fora.

    Bé não estava a contar que o pai lhe dize-se isso. Filipe ficava quieto com as mãos em frente da cara no banco de trás.

    Bé: Eu... Eu não sou capaz de fazer isso.

    Eddie: Fa-lo. Senão o proximo a ser amarrado em uma cadeira é o teu irmão.

    Bé tomava em sério a ameaça dele, então Bé semi fechava o olho e lentamente aproximava a navalha, enquanto Eddie simplesmente ria. Bé tremia um pouco e não conseguia realmente fazer aquilo.

    Eddie: Bem, parece que pai serve para ajudar não é.

    Eddie então volta a segurar em Bé com a mão esquerda, ele com a direita segura na mão e na navalha, então ele mesmo começa a tocar com a navalha por devolta do olho de Bé que ficava reclamando e pestanejando frenéticamente. Então Eddie realmente prefura de lado no olho dele, enquanto ele gritava.

    Bé: AHhhhhahhhhh!

    Eddie: Schhh schhh! Não é assim! Tens que aceitar a dor!

    Bé: Ahhhh. Mas ela doi...

    Eddie: Em vez de gritares aleatóriamente, tenta gritar rindo! Vai lá!

    Bé então reclamava, ele tentava mudar seus pequenos gritos de agônia para risos mesmo que continua-se em pânico ele misturava uma especie de risos com choro.

    Bé: AHhhhahaha... AHhhhhahaha!

    Eddie: BUAHAHAHA! RI-TE TAMBÉM FILIPE!!

    Filipe: Haha. Ha. Hahaha...

    Bé: AAHHHAHAHAH!

    Eddie então fazia força para cima, ele prefurava não o olho, mas a sobrancelha de Bé algumas vezes, que continuava misturando uns gritos de risos, então Eddie acaba por largar ele e tirar a navalha do rosto do mesmo.

    Eddie: Muito bem garoto.

    Bé: Ahhh... HAhahhh...

    Então Bé voltava a colocar as mãos na cara porem sempre que se queixava ele tentava rir para agradar a Eddie. E existe jeito mais lindo de se sofrer? Então Bé voltava a colocar as ligaduras reclamando, e seu pai começava a dirigir. Bé parecia realmente com dores no olho porem ele as disfarçava.

    Espera, estamos a contar a historia de como o Bé ficou vesgo? Interessante. Bé é vesgo? Avançando...

    Fadeout

    ---

    Eu e os meus filhos, viajamos pelo mundo. Eu trabalhei, um pouco mais com eles. Apenas como forma de distrair eles da realidade que os aguarda. Mantive eles afastados de pessoas aleatórias, de pessoas que possivelmente iriam tirar meus filhos da trilha. A trilha da grandiosa vida que eu estava construindo.

    Me juntei, a outros artistas de topo. Outras 4 grandes mentes brilhantes. Juntamos forças, juntamos todas nossas fortunas, famílias e mais importante, nós nos juntamos para construir algo. Situado no oceano atlântico, longe de toda a civilização. Meu filhos estavam prestes a conhecer a civilização definitiva.

    Meus filhos estavam prestes a conhecer o incrível mundo, apenas deles. Para eles. Então nós levamos anos, porem nós construímos uma cidade inteira. Uma cidade, que estava escondida. Dificilmente alguém iria conseguir encontrar ou sequer ter conhecimento dela. Nós construímos... Carnivalia.



    A minha própria cidade. O meu próprio país. Se era ilegal? Estou me nas tintas para isso. Oceano é livre para você fazer o que você quiser e conseguir nele, não tem um dono, não tem proprietário. Construimos um império, debaixo das profundezas do mesmo. E todos construimos e gastamos cada bilião de dolares que cada um de nós possuía.

    Então nós levamos nossas 5 famílias para lá. Família Ribeiro. Família Sawyer. Família Garcia. Família Rahner. Família Milani. Mas vocês perguntam. Nós coexistimos? Lógico que não. As familias entraram em conflito, cada um dos representantes tinha regras por impor e pareciam não aceitar a dos outros, então restou apenas, uma guerra civil.

    Uma guerra civil, que decidiria o futuro da cidade, visto que ninguém era permitido sair, se ouve o primeiro tiro dado, pelo Italiano Milani. Este decidiu assumir a liderança pela força. Quem não obedecer sua lei, será exterminado. Parece então que temos alguém que quer brincar não é mesmo?

    ---

    Ano terra: 1992
    Local: Oceano Atlântico - Carnivalia - Docas



    O representante da família Italiana Milani, ele estava vestido com um smoking, ele parecia um pouquinho gordo, mas nem tanto, com seu fino bigode, ele andava de passo acelerado nas docas, claramente a procura de alguém. Ele levantava a pistola apontando para todos os lugares e gritava.



    Milani: Você não me escapa palhaço! Sou eu quem manda aqui! Aparece! E te darei uma morte rápida!

    Eddie: Wow. Morte rapida? Qual é a graça dessas coisas!?

    Milani olhava para todos os lados sem conseguir distinguir de onde vinha a voz, que fazia eco no vazio edifício naquele momento.

    Milani: Eu vou acabar com a tua raça! Farei sofrer a tua família se não te entregares!

    Milani dispara para um ponto alguns tiros, porem surgia por trás dele pendurado em um gancho com correntes, Eddie. Ele se balançova e dava um chute com ambos os pés em Milani, que cai para a frente e deixa cair a pistola. Milani estica a mão para chegar na pistola porem Eddie calca a mão do mesmo.



    Milani: Ahhh!

    Então Eddie chutava a cara dele o fazendo rolar para o lado.

    Eddie: Armas de fogo ahm?

    Eddie pega na pistola, verificando a mesma, então ele faz um ar de negação.

    Eddie: Pensei que era proibido aqui. E realmente... Elas tiram a graça de um bom homicídio.

    Eddie disparava para o chão gastando as balas e atira a arma para um caixote do lixo, então Milani se levanta. Eddie caminha até ele com o grande gancho, Eddie com a mão esquerda agarra a cabeça de Milani, e com a direita, ele prefura o gancho pela garganta de Mariani que grunhia e ficava a cuspir sangue, sujando um pouco a cara de Eddie.

    Eddie: Poxa! Terei que retocar minha maquinagem antes de matar o proximo também...

    Então ele continuava a fazer força, o gancho entrava pela garganta e literalmente saia pela boca, Milani parece morrer e se deixar cair no corpo, que fica pendurado no gancho quando Eddie o larga, e o deixa ali pendurado.

    Eddie: Tenho que tomar nota de tirar esse corpo dai depois...

    Eddie: Buahahaha!

    Então Eddie se retirava do local rindo enquanto o corpo ficava ali balouçando e escorrendo sangue.

    Fadeout.

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    Ano terra: 1992
    Local: Oceano Atlântico - Carnivalia - Hospital



    A proxima cena é perto do hospital, estava o representante da família Garcia, de nacionalidade espanhola. Ele tinha as mangas arregaçadas, estava cara a cara com Eddie, ambos caminham aos circulos um pelo outro e pareciam estar em um confronto fisico e direto.



    Garcia: Não tenho medo de ti aberração!

    Eddie: Uhhh, ofensas novas. Eu gosto.

    Garcia: Vou partir te a cara!

    Eddie: Não faças promessas que não podes cumprir.

    Então Garcia com os punhos levantados em uma postura que faz lembrar boxe, este tentava 4 socos, porem todos eles eram esquivados por Eddie, que começa a debochar dele.

    Eddie: Muahahaha! Olha só! Você está bebado?

    Garcia: Ora, eu já te digo seu maldito!

    Garcia dava um impulso para a frente e saltava tentando uma especie de Superman Punch, porem Eddie conseguia esquivar também, então Eddie acerta nele um ratotivo, Garcia parecia tonto então Eddie roda o corpo e acerta um grande soco bem no meio da cara de Garcia.

    Garcia: Ahrr!

    Este cai para trás, claramente escorrendo sangue pelo nariz, então Garcia se virava apoiando com as mãos no chão. Eddie o agarra pelo pescoço e o leva para dentro do hospital, ele coloca Garcia que estava completamente tonto, em cima de uma cama, e prendia com as cintas, era para operações, e leva para a sala delas.

    Garcia: Tira-me daqui! Mas que estás a fazer?

    Eddie: Vamos brincar aos doutores!

    Eddie então via várias ferramentas intressantes, nos quais poderia torturar Garcia.

    Garcia: Tira-me daqui seu doido!

    Eddie: Ahhh... Gostava de ter tempo de brincar mais contigo. Mas tenho outros assuntos a tratar.

    Eddie puxa do seu bolso sua grande navalha.

    Garcia: Deixa-me! Seu idiota mal-amado!

    Eddie: Pow... mal amado? Agora me ofendes-te. Será que não tens coração?

    Eddie virava a cara fazendo de conta que está chateado, Garcia parecia não achar graça e ficava se debatendo.

    Garcia: Não não tenho agora solta-me!

    Eddie: Não? Deixa-me verificar.

    Garcia: Mas que...

    Eddie com a faca prefura o peito de Garcia.

    Garcia: AHhhrrr!!! Ahhh!!

    Eddie rasga a pele do mesmo e abre um rasgão enorme praticamente dividindo parte do corpo do mesmo em 2. Garcia morre também após aquilo, enquanto Eddie parecia remexer orgãos dele. Eddie rasgava mais de Garcia com a faca e tirava o coração dele.

    Eddie: Olha só! Está aqui!

    Eddie olha para Garcia que já estava morto.

    Eddie: Obaa... Espera, precisavas dele? Foi mal.

    Então ele volta a por o coração no mesmo lugar e fecha a pele de Garcia.

    Eddie: HAHAHAHA! Ohh... Morreu... Um minuto de silêncio por favor.

    Eddie com o lenço tapa o corpo dele e depois sai dali para procurar outro lider.

    ---

    Ano terra: 1992
    Local: Oceano Atlântico - Carnivalia - Mercado.



    A cena agora foca em Rahner, pelos vistos, é uma mulher representante da familia, de nacionalidade Alemã. Ela corria e fugia de Eddie, estava descalça pois não conseguia correr de salto alto, ela se mostrava apavorada, em um certo ponto do mercado perto de uma esquina, ela sente Eddie caminhando do outro lado.



    Então Rahner voltava para trás, antes que ele surgi-se, ela se escondia debaixo de uma grande bancada. Ela rastejava por lá para debaixo, e depois ficava espreitando, ela tapava a cara com as mãos e tentava até suspender a respiração, para que Eddie não repara-se na presença dela. Ela ouve, os passos de Eddie.

    Eddie dá pequenos passos normais fazendo algum barulho, e ele passa bem perto dali, Eddie para bem em frente dela, de lado, ela mostrava um ar bem aflito porem nem se mexia dali, então Eddie voltava a caminhar indo para o outro lado. Passado um pouco Rahner parecia acalmar, quando surgiu Eddie abaixando a cabeça e lhe dando um susto.



    Eddie: Te achei!

    Rahner: AHHHH!!

    Esta se virava lá debaixo e tentava rastejar para o outro lado da bancada, porem Eddie se abaixava e segurava em uma perna dela.

    Eddie: Que se passa? Não gostas de jogar ao Hide and Seek?

    Eddie puxa a mulher pela perna de rastos para fora da bancada para o meio da rua. Então Eddie virava ela de barriga para cima, ele apoia o joelho esquerdo em cima da barriga da mulher e com a mão direita mostra sua faca, a mulher então lhe fala.

    Rahner: Por favor! Não me faça mal!

    Eddie: Buahahaha!

    Eddie aproxima a faca do rosto dela, ela então se mexe rapidamente e tentava fugir rastejando, Eddie então prefura a faca bem na perna direita dela, ela começava a fugir, claramente a coxear sem conseguir correr tanto, então ela acaba se vendo em um beco sem saída.

    Rahner: Ahhhh! Socorro! Alguém me ajuda!

    Eddie caminhava até ela, Rahner tirava a faca da perna e se virava para ele apontando lhe a faca, então este fala de modo sarcástico.

    Eddie: Oh minha nossa! Ela está armada! Vai me matar!

    Ela no entando continuava com medo ela rastejava para trás, até ir contra a parede, então Eddie chega perto o suficiente para lhe dar uma palmada na mão fazendo ela deixar cair a faca. Ela se tenta movimentar para o lado porem Eddie com a mão esquerda lhe agarra pelos cabelos e a levanta e a atira contra a parede.

    Rahner: Por favor! Me deixe viver!

    Eddie: Vou pensar no assunto.

    Eddie: Não. HAhahaha!

    Então ele se aproximava e Rahner com as mãos a tremer se coloca do joelhos e levanta elas implorando para Eddie não lhe fazer mal.

    Rahner: Piedade!

    Eddie agarra nela pelo pescoço a levantando do chão, Eddie então embate com ela contra um contentor do lixo.

    Eddie: De joelhos apenas perante Deus. E ele não está aqui.

    Ela então ficava novamente apavorada ao ver Eddie agarrando em sua navalha, a voz de Rahner era de pânico e de choro.

    Rahner: Por favor, eu lhe dou todo o meu dinheiro, eu faço tudo o que você quiser, só me deixe viver.

    Eddie: Uhh. Tudo o que eu quiser hein?

    Rahner: S-sim.

    Eddie: Então tira a roupa.

    Ela estava com medo e não contava que ele disse-se aquilo, porem ela realmente não queria morrer, então ela tremendo e intimidada, mete as mãos na blusa e tira ela, enquanto Eddie ria disso.

    Eddie: Uhhahaha.

    Rahner: E-eu...

    Eddie: Vamos lá não tenho o dia todo!

    Então ela desprendia o cinto das calças e tirava as mesmas, ela com os braços e as mãos tapava o sutiã e desviava o olhar claramente com vergonha, então Eddie se aproxima mais e aponta a faca para sua roupa intimida.

    Eddie: Tira toda ela.

    Então ela tirava também a roupa intima e ficava completamente nua em frente de Eddie, o mesmo faz sinal com a faca rodando a mesma e Eddie ria denovo e começava a chegar perto deixando ela ainda mais assustada. Então este repentinamente a agarra pelo pescoço.

    Rahner: Ahrr...

    Eddie fazia alguma força, porem não o suficiente para a estrangular ou machucar muito, então Eddie questionava.

    Eddie: Porque tão séria? BUahahaha.

    Ela coloca as mãos no braço que a apertava, então Eddie dá alguns passos fazendo ela andar para trás também ainda coxeando um pouco, então Eddie bate com as costas dela no contentor do lixo, Eddie encosta seu corpo no dela, e então lhe fala.

    Eddie: Ri-te também.

    Rahner: E-eu...

    Eddie: AGORA!!

    Rahner: Ha. Haha. Hahaha.

    Eddie: HAHAHAHA! Mais alto

    Rahner: Haha! Ha! Haha!

    Ela se sentia por dentro, completamente humilhada, porem lhe fazia a vontade e soltava risadas falsas, porem a cena começa a ficar mais tensa, quando Eddie a agarra pelo braço e a vira contra o contentor, ele com a mão agarra nos cabelos dela e lhe mete apenas a cabeça e parte do corpo dela no contentor que não tinha muito lixo.

    Ficando apenas as pernas de fora e ela não tinha visão de nada, ela sentia ele a tirar alguma roupa e ficava um pouco em pânico, então ele puxa ela pelos cabelos, ficava apenas a barriga dela encostada no contentor que estava aberto, ela parecia mais silênciosa, porem Eddie com a outra mão desliza a faca no rosto dela e fala.

    Eddie: Continua rindo.

    Rahner: Ha... Ha ha ha. Ha.

    Então em um certo ponto, Eddie dá uma embestida contra ela ao invés de rir dava um grito.

    Rahner: Ha. Ha HAIII! Ah. Ahh. Ahhah.

    Então a cena era continua, Eddie sem mostrar empatia ou remorso, estupra a mulher, que misturava risos com gemidos, ela ficava completamente agonizada com a situação. Assim que a cena terminava Eddie se afasta um pouco, e Rahner, com seus risos risos falsos e alguns grunhidos ficava apoiada no contentor.

    Ela desliza um pouco para baixo com a cabeça contra o mesmo, ela estava bem sem fôlego com o sucedido, e também bem machucada não apenas fisicamente. Ela mostrava-se com o corpo completamente dorido e sem forças para agir muito. Eddie se voltava a aproximar e levantava ela. Eddie após a colocar de pé.

    Que ainda tinha sangue escorrendo se sua ferida na perna, ela tinha o rosto bem avermelhado e mal tinha força para sequer se segurar, então Eddie batia com ela contra o contentor fazendo ela segurar-se no mesmo com as mãos. Eddie agarrava nas pernas dela e fazia esta rodar e cair dentro junto o lixo. Depois ele fecha a tampa.

    Eddie olha pro relógio.

    Eddie: Malditas distracções.

    Então a cena muda para o próximo e ultimo lider.

    ---

    Ano terra: 1992
    Local: Oceano Atlântico - Carnivalia - Restaurante.



    Então a cena mostra Sawyer, um homem britânico. Ele seria também potencialmente o mais bem sucedido dos 5, porem estava também ali preso em Carnivalia naquela situação como os outros. Ele, estava correndo, quando adentra um restaurante, Sawyer fechava e trancava as portas, então ele colocava uma cadeira para trancar mais ela.

    Então se ouvia uma campainha tocando, várias vezes, Sawyer lentamente se virava e via no balcão Eddie, que tocava na campainha fazendo de conta que era um cliente por atender.



    Sawyer: Mas como...

    Então Sawyer esticava a mão para tirar a cadeira, quando Eddie lhe arremessa com uma faca, que prendia sua mão na porta.

    Sawyer: Ahhh caralho!

    Ele tentava se mover porem tinha a mão presa, ele com a outra mexia na faca que lhe doia, porem quando retira a mesma surge Eddie envolvendo uma corda pelo pescoço dele.

    Sawyer: Larga me Eddie!

    Eddie: Mr. Sawyer, uma honra assassinar você. Sabe o quanto eu desprezo e odeio você e toda a sua família?

    Eddie puxa Sawyer de rastos que com as mãos segurava na corda que tinha envolvida pelo pescoço, este passa perto do balcão, então Sawyer estica a mão e consegue agarrar em um copo.

    Sawyer: Então ficas a saber... Que o sentimento é mutuo!

    Sawyer bate com o copo na parte de trás da cabeça do Eddie partindo o mesmo, fazendo Eddie o soltar. Sawyer empurra Eddie que vai contra o balcão, este tenta lhe acertar um soco, porem Eddie se esquiva e agarra em Sawyer pelos colarins, então roda e troca de posição com ele, Eddie lhe acerta dois socos.

    Eddie: Você e sua familia são apenas um pedaço nojento e imundo nesta cidade.

    Sawyer: Como se a tua fosse melhor.

    Eddie revira os olhos e fecha o punho envolvendo com alguma raiva, então ele acerta outro soco bem na boca de Sawyer, fazendo este cair para o chão a cuspir algum sangue e possivelmente partes pequenas de dentes.

    Sawyer: Ahrr.

    Eddie: Será tão lindo se eu decidir torturar tua familia, por puro prazer.

    Eddie o volta a levantar e Sawyer cospe na cara dele, o fazendo ficar revoltado.

    Sawyer: Mais tarde ou mais cedo, vais pagar por todo o mal que fizes-te as pessoas. Pode não ser hoje, nem amanha. Mas um dia, irás pagar por isto.

    Eddie: UH. UHaha. Buahahahah!

    Eddie: Eu já paguei que chegue! Agora é hora de eu reclamar aquilo que me pertence. E isso inclui também a tua vida de merda.

    Eddie acerta uma cotovelada na lateral da cara de Sawyer, então Eddie segura no braço dele e o leva de rastos pelo restaurante.

    Sawyer: Vai pro inferno Eddie!

    Eddie: Tá. Encontramos lá então.

    Eddie abre aquilo que parece ser uma grande fornalha. Sawyer tenta resistir, porem a brutalidade e a força de Eddie era muito maior, ele soca ele e o chuta para dentro da fornalha. Então Eddie fecha ela deixando Sawyer lá dentro a gritar.

    Sawyer: EDDIE!! EDDIEEE!!

    Eddie: Muahahahahaha! Hora de fazer um bom churrasco!

    Então Eddie colocava a fornalha para queimar tudo lá dentro, Sawyer literalmente não podia fazer nada, estando em cima do carvão que ardia, ele começa a arder também e gritando, se mexendo por todo o lado e batendo no vidro super resistente numa tentativa de sair, porem tudo em vão.

    Sawyer: AHHHHHHHHHHhhhhhhhhhhhhh!!.... Eddie!! Eddieee!!!!

    Eddie: MUAHAHAHAHA!! Olha só! Familia Sawyer está on fire! Buahahaha!!

    Então literalmente Sawyer era queimado vivo, até morrer de facto. O que levou algum tempo, até o corpo inteiro de Sawyer ser queimado, e restarem apenas cinzas e ossos, Eddie apenas observa e ria com alguma atenção. Eddie tirava uma lista do bolso.




    To do List:



    Construir uma cidade. - Check
    Foder o Italiano. - Lembrar de limpar o corpo
    Foder o Espanhol. - Check
    Foder a Alemã. - Literalmente
    Foder o Britânico. - Check
    Trazer Bé e Filipe.


    Fadeout.

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    Ano terra: 1992
    Local: Oceano Atlântico - Carnivalia.



    A cena mostra Eddie, em frente de uma linda vista para toda a cidade, ele ficava quieto observando, quando entram na sala confusos, Bé e Filipe, estes já não eram as mesmas crianças, e já eram quase maiores de idade, eles vêm seu pai e caminham até ele. Bé vai para o seu lado esquerdo enquanto Filipe vai para o direito.

    Ninguém fala nada, Bé e Filipe olham pelo vidro, e vêm a linda cidade submersa, uma paisagem sem igual, com vários peixes pequenos e até mesmo alguns grandes, era até possivel ver baleias por vezes ali. Eles ficavam encantados, mas ao mesmo tempo, duvidosos. Filipe e Bé olham para seu pai, que não desvia o olhar para nenhum dos lados.



    Bé é o primeiro a quebrar o silêncio.

    Bé: Questa merda?

    Filipe: É... É lindo.

    Eddie: Isto rapazes... É aquilo pelo qual eu trabalhei minha vida inteira. Isto, é o vosso novo lar. Isto... É Carnivalia.

    Eddie levanta a mão e a encosta no vidro, ele fica algum tempo parado.

    Filipe: Vamos ficar por aqui?

    Eddie: Sim. Para sempre.

    Bé: Eu acho... Que isso é muito tempo.

    Então Eddie se retira da sala deixando um pouco Bé e Filipe sozinhos, estes uma vez mais olham um para o outro e a câmara dá fadeout.

      Data/hora atual: Seg Set 24, 2018 9:24 am