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    O Filho Prodígio. Capitulo 4 - Procurando uma saída.

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    Moisesbe
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    O Filho Prodígio. Capitulo 4 - Procurando uma saída.

    Mensagem por Moisesbe em Qui Ago 30, 2018 10:00 pm

    Ano terra: 1992
    Local: Oceano Atlântico - Carnivalia - praça



    A cena se passa em um pátio, um local que parecia uma especie de parque, sendo bem verde. Nele estavam reunidas muitas pessoas afastadas sussurando entre si se questionando o porque de sequer estarem ali. Então em cima das pequenas escadas estão algumas pessoas algemadas e com sacos pretos na cabeça, e homens vestido de preto, aparentemente trabalhavam para Eddie.

    Capanga: Hoje, vocês devem se questionar o porque de terem sido convocados até aqui. Pois bem. Deixem me vos contar o sucedido.

    Refém: Por favor, nós não fizemos nada de mal!

    Capanga2: Cala a boca seu merda!

    O capanga 2 ao fundo bate em um refém

    Capanga: Aqui nós temos 3 homens. Intregantes da familia Sawyer. Sabes o que eles fizeram?

    Refém: Nada! Eu juro!

    Capanga: Mandei calar a boca, seu merda!

    O capanga 2 volta a bater no refém.

    Se viam várias pessoas entre si sussurando, então o homem voltava a falar.

    Capanga: Foram pegos em salas restritas nas docas procurando jeito de sair daqui. Como se isso existi-se! E mesmo que houve-se um jeito de sair desta cidade, todos sabem as regras e todos sabem o preço de violar elas!

    Capanga: NINGUÉM SAI DAQUI!!

    Refém: Por favor...

    Capanga2: Xiu!

    Capanga: E quem for pego sabe que o preço a pagar, é um ano inteiro nas masmorras do subsolo. Mas Mr. Edward tem ouvido uns rumores, que não lhe agradou nada. Nadinha!

    Então os aldeões voltavam a comentar a se questionar o que iria acontecer, então o Capanga revela isso.

    Capanga: Então nosso presidente exige que um exemplo seja dado. Para ver que não estamos a falar sério sobre alguém sair daqui e revelar a verdade sobre esta cidade!

    Refém: Mas nós não iamos falar para ninguém, eu juro!

    Capanga: Vamos matar logo esse pedaço de merda, tá ficando muito inquieto.

    Capanga: Ordens que Eddie deu foram essas. Passar um recado para todos vocês! Hoje não vamos levar prisioneiros, hoje nós vamos mostrar que ninguém aqui está para brincadeiras!

    Capanga: Alguém tem algo a depor?

    Ninguém respondia.

    Capanga: Colega. Faça o seu trabalho!

    Então o 2º Capanga mostra um machado, possivelmente de carrasco, então ele tira o saco preto da cabeça do 1º refém que estava marcado no rosto e mostrava um ar apavorado, o 2º Capanga atinge no pescoço dele o matando. Depois surgem outros levando o corpo dele pelas pernas de rastos dali para fora.

    Todo o pessoal ficava comentando, enquanto as mulheres demonstravam algum medo, os homens na plateia não iriam interferir. Então quando surge procurando por alguém, Bé. Ele não sabia nem direito o que estava a acontecer. Então ele encontra a garota que conheceu no dia anterior, Jasmine. Bé toca nela a chamando a atenção.



    Bé: Olá...

    Ela virava seu rosto olhando para Bé, claramente incomodada e também um pouco aterrorizada com o que estava acontecendo.

    Jasmine: Olá, Bé...

    Bé: Olha, sobre aquilo de ontem...

    Jasmine: Agora não Bé. Podemos falar sobre isso depois.

    Bé: O que está a acontecer?

    Jasmine: Teu pai... Ele... Mandou matar pessoas só porque tentaram procurar um jeito de sair daqui.

    Bé: Isso...

    Então Bé olhava também para o homem que continuava a falar sobre regras e ordens, então ele tira o saco preto do 2º refém.

    Capanga: Alguém tem algo a depor?

    Ninguém falava nada então ele dava a ordem, e o 2º capanga matava esse refém do mesmo jeito que o anterior, então surgem outros levando o corpo, Bé ao ver a cena coloca a mão na boca.

    Bé: Isso não pode estar a acontecer... Eu pensei que só seriam presos. Isso...

    Jasmine: Eles devem ter descoberto algo.

    Bé: Será que eles sabem um jeito de sair daqui?

    Jasmine: Eu não sei... Mas não tem um jeito de os salvar.

    Bé: Bem... Eu acho que tem sim.

    Jasmine: Como?

    Bé: Então, tu irás por trás do pessoal, sem ninguém reparar e soltas as cordas ao ultimo prisioneiro. Depois de lhe tirar o capus, então puxas ele e o escondes em um lugar seguro

    Jasmine: Então e tu o que vais fazer?

    Bé: O que faço de melhor. Ser uma distração.

    Jasmine: Mas... E se me apanherem.

    Bé: Dizes que eu te dei ordens para o fazer.

    Jasmine: Mas... É perigoso...

    Então o Capanga tirava o saco da cabeça do ultimo Sawyer ali presente o revelando. Ele parecia ser também jovem, tem um grande e elegante cabelo, e tinha um físico similar a Bé.



    Capanga: Então, alguém tem algo a depor?

    O segundo capanga levantava o machado até que surgia uma voz da plateia.

    Bé: Bem. EU TENHO!

    Os aldeões todos se afastavam deixando espaço aberto a Bé, enquanto Jasmine ia sorrateiramente dar a volta para tentar libertar Sawyer.

    Capanga: Muito bem. Dê um passo em frente e fale.

    Bé caminha um pouco e aponta o dedo.

    Bé: Bem, eu não entendo muito sobre leis, mas a lei é simples. Quem tenta-se fugir iria preso, correcto?

    Capanga acena positivamente com a cabeça.

    Bé: Então porque raios estão a matar eles mesmo? Não é o devido castigo! Então deveriam mudar a lei para pena de morte ao invés de mentirem e dizer que só passam X tempo em uma cela!

    O Capanga olha para o 2º, que olha para ele também, então eles voltam a olhar para Bé.

    Capanga: Não haverá mais mortes, isto é um recado para todos vocês.

    Bé: E depois? Devemos seguir leis da corrupção nos quais nunca aceitamos?

    Capanga: Essa lei existe no momento que foi aberta a cidade e todos sabiam dela.

    Bé: Bem, ninguém sabia que o presidente dela ia ser justamente Eddie! Se soubessem possivelmente não estaria aqui nem 1 terço, alias, nem um décimo da população que está aqui tenho a certeza.

    O povo parecia não apenas concordar, mas admirar Bé, elogiando o mesmo pela sua coragem de dar sua opnião. Enquanto Jasmine parecia estar por trás dos homens de Eddie, e atrás do ultimo Sawyer que virava a cara ao ser tocado.

    Jasmine: Xiiih, eu vou te tirar daqui.

    Então o Capanga falava com Bé.

    Capanga: Muito bem, eu gosto de argumentar, mas o seu argumento não é valido. Não estava definido quem era o lider, e cada um de vocês aceitou isso sem sequer se preocupar. E o lider tem poucas regras, mas justas!

    Bé: Bem, eu não acho isso ai justo!

    Bé aponta para o 2º, o povo parecia comentar mais ah vontade deixando o 1º capanga mais zangado.

    Capanga: Escuta jovem, se não existi-se regras, toda a ordem deste lugar seria tornada em um caos... *Interrompido*

    Bé: Ah cala-te! Isso é desumano!

    Todos ficam abismados com a coragem de Bé, e possivelmente admirando o mesmo. Talvez daqui para a frente ele pasa-se a ser mais respeitado na cidade. Jasmine teria libertado o Sawyer e então ela de modo furtivo saia de lá com ele, enquanto os Capangas se mostravam de facto distraidos com Bé e nem sequer reparavam.

    Capanga: Como se astreve a me falar nesse tom sequer? Você sabe quem eu sou?

    Bé: Então e você, sabe quem EU sou?

    Capanga: Não importa quem és! O que importa é que nem tu, nem ninguém irá interromper a justiça! Agora aparta-te para o lado! Antes que tenhas que responder tu por desacato a autoridade!

    Então Bé via que foi sucedido e simplesmente levantava os braços se afastando, então tudo para ao ouvirem um grito do segundo.

    Capanga2: Rapido! O prisioneiro está a fugir!

    Então todos os homens começam a correr procurando por Sawyer, deixando Bé sozinho com os aldeões, que ficam a olhar para ele, então o povo tinha a atitude de aplaudir Bé, que se retirava também por outro local.

    ---

    Entretando Jasmine e Sawyer pareciam despistar os homens, Jasmine leva o britânico para dentro de seu quarto. Eles conseguiram despistar os homens de Eddie. Ela fechava a porta apressada e trancava a mesma, enquanto Sawyer olhava para o quarto.



    Britânico: Isto... É o teu quarto?

    Jasmine: Bem... É.

    Britânico: Poderia estar mais arrumado.

    Jasmine: Não sabia que ia ter visitas!

    Britânico: Porque me salvas-te?

    Jasmine: Bem... A ideia não foi minha.

    Britânico: Então de quem foi?

    Então ela se encostava na porta, possivelmente aguardando alguém, eles aguardam minutos quando surge Bé passando pela porta dela, Jasmine abre a porta e puxa Bé pela mão para dentro do quarto. Então ela a volta a trancar enquanto Bé olhava em volta.

    Bé: Isto é o teu quarto?

    Jasmine: Sim, "isto" é o meu quarto!

    Bé: Ah, é que...

    Jasmine: Sim está uma bagunça mas agora temos algo a se tratado.

    Bé então caminha um pouco, até onde está o Britânico, este lhe estende a mão e fala.

    Britânico: Olá, meu nome é Henry.

    Bé: Bé.

    Então Henry volta a tirar a mão antes sequer de chegar a cumprimentar Bé, mostrando um ar diferente.

    Henry: Bé, filho de Eddie?

    Bé: Sim.

    Henry: Porque tu me salvarias?

    Bé: Porque és me mais util vivo que morto?

    Então ele cumprimenta Bé e fala.

    Henry: Do que precisam vocês de mim?

    Então Jasmine que estava olhando pelo ponto da porta fechava uma pequena corrente para trancar ela melhor, então se aproximava dos rapazes para falar com os mesmos.

    Jasmine: Bem, neste momento, precisamos de informações.

    Henry: Relacionadas a que?

    Bé e Jasmine olhavam um para o outro, e então ele falava.

    Bé: Do que descobris-te de como sair daqui.

    Henry: Wow, vocês também querem fugir daqui!?

    Jasmine: XIIhh! Fala baixo!

    Henry: Sorry.

    Bé: O que descobris-te antes de ser pego.

    Henry: Algumas passagens para o subsolo, parece não ter câmaras de vigilância no local.

    Jasmine: Mesmo assim conseguiram ser pegos...

    Henry: Nós entramos em uma sala de comandos, e vimos alguns rádios, ao que parece Eddie requisitava um submarino de longe a longe, ou de algum tempo. Para buscar pessoas ou itens.

    Bé: Itens?

    Henry: Eu não sei, algumas informações dizem que o ultimo veio dentro de um caixão.

    Bé instantaneamente ficava incomodado com o que Henry disse, tão incomodado que era de facto visivel em seu rosto.

    Henry: Bem, mas não sabemos muita mais coisa, talvez o submarino não esteja aqui. E se vier é apenas com ordem de Eddie e apenas ele pode sair da cidade.

    Jasmine: Não é justo ele puder sair e nós não.

    Henry: Eles têem medo que descubram esta cidade, tem tanta coisa ilegal aqui que mandariam ela fechar e tinham que ir embora. Talvez, ninguém tem a certeza do que aconteceria, então querem manter o segredo a todo o custo.

    Bé: Diz me Henry, como sabes que o submarino não está aqui?

    Henry: Nunca está, apenas quando está Eddie aguardando por ele, junto de seus capangas e armado.

    Bé: Tem que haver um jeito de sair...

    Henry: Podemos descobrir mais informações. Mas para isso vamos precisar de mais gente. Um esconderijo visto que se me encontrarem cortam minha cabeça. E de materiais.

    Bé: Para que isso tudo?

    Henry: Tem salas que não tivemos tempo de verificar. Podem ter lá outros tipos de informações cruciais. E precisamos de saber o máximo possível antes de tentarmos sair. Senão... Acabaremos sendo pegos.

    Bé: Uhhmmm...

    Jasmine: Então... Talvez o melhor fosse tratar de arranjar primeiramente esse tal esconderijo. Não que o meu quarto não seja cómodo. Mas não vão ficar aqui a comer e a dormir como lógico.

    Bé: Jasmine, tenta encontrar e conversar sobre isso com meu irmão.

    Jasmine: Porque não tu?

    Bé: Nós vamos sair, Henry.

    Henry: Mas querem me matar.

    Bé: Por isso mesmo. É uma questão de tempo até a policia local começar a investigar, ver que um dos prisioneiros não foi morto.

    Jasmine: E então?

    Bé: E então meu pai vai vasculhar, cada canto escuro desta cidade até o encontrar.

    Henry: Mas o que planeias fazer?

    Bé: Eleminar a tua ficha criminal e te "matar" eu suponho?

    Henry: Bem... Isso faz sentido.

    Bé: Vamos.

    Henry coloca um casaco com capus e sai do quarto acompanhado por Bé, com imensa cautela. Jasmine sai também se dirigindo para outra zona onde estava o quarto de Filipe. Então Jasmine batia ah porta, ela parecia timida e sem saber direito o que falar. Quando Filipe abre a porta vendo ela, fala.





    Jasmine: Olá, Filipe, eu e o Bé precisamos de algo.

    Filipe: Aconteceu alguma coisa?

    Jasmine: Bem... Uhm... Sim?

    Filipe: Vish. Entra.

    Então Jasmine entrava no quarto, ela olhava em volta apreciando o mesmo, afinal aquele era muito mais bonito e mais arrumado que o seu. Possivelmente as familias tinham influencia no quão bom era os quartos de cada um. Jasmine olhava para a Tv e para alguns moveis e então Filipe fala com ela.

    Filipe: O que aconteceu ontem com o Bé?

    Jasmine: Bem, se ele não te contou, não vou ser eu que vou fazer-lo.

    Filipe: Uhhm... Tudo bem. Queres tomar alguma coisa?

    Jasmine: Eu e ele salvamos um membro da familia de Sawyer.

    Filipe: Isso é que é ir direto ao assunto. Mas bem, isso é bom.

    Jasmine: Ele foi dado como criminoso e teu pai quer matar ele.

    Filipe: Isso, já não é tão bom assim.

    Jasmine: Agora eles sairam para fazer algo e precisamos de um esconderijo.

    Filipe: Um esconderijo?

    Jasmine: Para nos escondermos.

    Filipe: Foi uma pergunta retórica.

    Jasmine: Ah.

    Filipe: Bem, vai ser difícil arranjar isso. Eles vão o procurar em todo o lado. Quando acharem vamos também ser culpados por sermos cumplices.

    Jasmine: Eles foram tratar disso para não o procurarem mais.

    Filipe: Porque estão atrás dele?

    Jasmine: Tentou sair da cidade.

    Então ele mostra um ar pensativo, e concorda em ajudar.

    Filipe: Tudo bem, eu arranjo um lugar seguro. Mas antes eu realmente quero saber o que aconteceu ontem. Bé chegou aqui abalado, e eu soube que esteva contigo. Se não me querem dizer então são problemas pessoais?

    Jasmine então mostrava um ar mais sem graça meio que rindo sem vontade.

    Jasmine: Ahh, não nada disso. Ah. É que... O vosso pai...

    Filipe: O que ele fez?

    Jasmine: Bem... Realmente deverias falar com o Bé sobre isso...

    Filipe: Tudo bem, vamos lá arranjar um "esconderijo".

    Filipe então sai do quarto acompanhado pela garota, e a cena mostra Bé e Henry, caminhando por alguns corredores. Eles pareciam apressados, então finalmente chegam em seu destino, parecia ser um escritório. Eles abrem a porta e entram. Henry segue para a mesa e começa a remexer em vários papeis recentes.



    Henry: Okay, só mudar aqui alguns nomes na lista... Sumir com isto aqui...

    Henry pegava em papeis e guardava no bolso. Então ele com uma caneta parecia escrever em outros vazios tentando copiar ao maximo a letra dos antigos, inclusive a assinatura dos capangas. Ele mexia em vários papeis e guardava outros como fotos suas, ou tudo o que o inclui-se. Então Bé que estava na porta o alerta.

    Bé: Estou a sentir alguém vindo, despacha-te!

    Henry: Está quase, é só...

    Bé: Merda! Está ali alguém.

    Henry: Quase Bé!

    Bé: Esconde-te! Agora.

    Bé dá um impulso e empurra Henry por cima da secretaria, Henry se abaixa se escondendo atrás dela. Enquanto Bé se aproximava da mesma, então ouvia passos de alguém se dirigindo a aquela mesma sala. Bé ficava somente parado enquanto Henry tentava lhe chamar a atenção.

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    A culpa é tua Bé.

    Henry: Bé! Esconde-te também!

    A culpa foi, é e sempre será tua!

    Henry: Sai dai meu!

    Minha esposa morreu, minha mulher!

    Henry: Atrás da porta e fazes um ataque surpresa!

    Gostas da Jasmine? Tenta te aproximar!

    Henry: Caralho Bé, mexe-te!

    Que eu mato ela também para ficarmos quites.

    Henry: Eu não quero que sejas pego por causa de mim!

    Todos. Eu mato todos teus amigos, ou melhor. Obrigo te a faze-lo...

    Henry: Eu não quero que nada de mal te aconteça...

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    Henry continuava a tenta alertar Bé que ficava simplesmente parado, então este se escondia por completo, quando entra Eddie na sala. O medo que Bé demonstra sobre seu pai era algo grande, e que incomodava só de ver. Eddie entrava no escritorio, ele achava estranho por ver ali Bé, então ele fecha a porta e se dirige até ao mesmo.



    Eddie: Bé, o que tu fazes aqui no meu escritório?

    Bé: Eu?

    Eddie: ...

    Bé: Nada demais.

    Eddie: Nunca quises-te saber de diplomacia ou regras ou... Bem eu também nunca quis saber dessas merdas mas tu nunca vies-te tratar disso.

    Bé: E eu não vim.

    Eddie: Então o que raios fazes tu aqui.

    Eddie: Responde-me.

    Eddie segurava em Bé pelo ombro e o empurrava para o outro lado, Eddie com a mão tocava nos papeis que estavam em cima da mesa os virando para ele.

    Bé: Eu vim a tua procura.

    Eddie: Para que?

    Eddie estava quase olhando para trás da secretaria quando Bé fala algo que lhe tira 100% da atenção.

    Bé: Eu quero ver a mamãe.

    Então Eddie voltava a tirar a mão da secretaria se afastando dela, ele ria enquanto com a mão no ombro de Bé o ia levando dali.

    Eddie: BUahaha! Poxa Bé, era só ires lá no quarto, ela não foge. Ela realmente não foge... Porque né. AHahaha.

    Eddie então se retirava do escritorio com Bé, enquanto ria. Henry parecia continuar a tratar das papeladas que o deixariam livre. Eddie ainda com a mão em Bé o leva até ao quarto, o seu quarto dessa vez. Estava o cadáver de sua mãe em cima da cama. Eddie fechava a porta e empurrava Bé para perto da cama onde o corpo estava.



    Bé olhava para o corpo, que tinha pintura pela cara possivelmente feita pelo seu pai, que disfarçava algumas marcas de decomposição, porem o corpo parecia estar bem embalsamado ao ponto de puder ficar assim possivelmente durante dezenas de anos. Bé tocava com sua mão no corpo dela e se via uma lagrima escorrendo pelo seu rosto.

    Bé então decide falar, a qualquer momento ele tinha que ter aquela conversa com seu pai mesmo que tive-se consequências que ele não queria ter que lidar.

    Bé: Pai...

    Eddie: Fala.

    Bé: A mãe morreu.

    Eddie: Avah, é mesmo?

    Bé: Não é normal fazeres de conta que não e andar com o corpo dela por ai.

    Eddie: Normal? Tu não sabias o que era normalidade nem que eu te abri-se a cabeça e te coloca-se lá dentro.

    Bé: A mãe se foi. Supera isso. E volta a enterrar seu corpo.

    Eddie parecia claramente incomodado com aquilo que Bé lhe fala.

    Eddie: Tu achas que é assim tão simples? Tu achas? TU achas que é assim tão simples simplesmente esquecer ela?

    Eddie empurrava Bé antes do mesmo se quer ter pensado em algo para dizer.

    Eddie: NÃO É!

    Eddie: Olha a tua volta!

    Então o homem faz um impulso que claramente assustava Bé ao de leve, Eddie agarra na cabeça de Bé com a mão esquerda e o puxa, ele com a direita faz Bé olhar pela janela, que tinha uma vista linda para a cidade. Então ele o larga.

    Eddie: Eu só queria, que a tua mãe tive-se aqui para ver o que eu fiz por vocês. Vê. Olha aqui, olha só!

    Eddie voltava a apertar a cara de Bé praticamente o encostando no vidro, para seu espanto Bé dá outro impulso tirando as mãos de Eddie se cima dele e o empurra.

    Bé: Mas ela não vai ver absolutamente nada, porque ela está MORTA!

    Eddie ficava um tanto quanto chocado com a atitude de Bé.

    Bé: Aceita isso.

    Eddie entao atingia Bé com um soco de esquerda fazendo este ir contra o vidro. Eddie acertava outros dois socos enquanto Bé apenas levantava as mãos tentando se defender. Então Eddie o atinge com uma joelhada na barriga, e o empurrava para o chão que continuava com os braços levantados para se defender.

    Eddie: É ASSIM QUE ME AGRADECES?

    Eddie: É?

    Bé se tentava levantar porem Eddie acertava um chute bem na cara dele, Eddie usava sua força rubrica e sem precisão não se importando com os danos que poderia causar em Bé. Eddie acertava nele outras joelhadas e o voltava a atirar para o chão.

    Eddie: EU TE OFRECI UM MUNDO!

    Eddie: E tu...

    Eddie: E tu cospes na minha cara. Apenas queres me torturar, ficar me relembrando que ela morreu, ficar me relembrando que ela morreu culpa tua.

    Bé parecia já machucado, mas Eddie o machucava mais do que fisicamente, aquelas palavras lhe doiam imenso. Bé usando da parede tenta se recompor e fala.

    Bé: Eu não tive culpa do que aconteceu com a mãe.

    Eddie: Mente para ti mesmo mas não mintas para mim!

    Eddie: Tu sabes que a culpa é tua e do teu irmão!

    Já se notava algum sangue escorrendo pela face de Bé que se tentava levantar, porem Eddie continuava a chutar ele na cabeça e na barriga o deixando no chão.

    Eddie: O facto de eu te perdoar não significa que sejas inocente!

    Eddie: E ainda reclamas de eu não aceitar que ela morreu? Então aceita o facto de teres sido tu o culpado! Eu preferia nunca ter tido filhos, muito menos um como tu! Some daqui! Sai do meu quarto, eu não te quero ver!

    Então Eddie puxava Bé pelos cabelos e o atirava para fora do quarto e fechava a porta. Bé sem pensar muito apenas tentava sair realmente dali o mais rápido possível, afinal era isso que ele queria.

    ---

    Local: Oceano Atlântico - Carnivalia - Esconderijo.





    Estava Filipe, Henry e Jasmine reunidos em seu novo esconderijo, ficava em um parque afastado atrás de uma arvores, dentro de uma gruta, um lugar bem escondido e afastado que seria perfeito para eles se organizarem. Filipe parrecia arredar algumas caixas ele as colocava no centro possivelmente para servirem como uma especie de mesa.

    Filipe: Henry, cadê o meu irmão?

    Henry: Tudo bem. Está com vosso pai.

    Filipe: Sério? O que aconteceu?

    Henry: Nós quase fomos pegos, Bé conseguiu distrair a atenção de Eddie, então eu peguei nos ficheiros e vim embora.

    Filipe: Eddie não perde o foco tão facilmente.

    Henry: Bem, eu não entendi. Bé falou que queria ver sua mãe...

    Filipe: Que?

    Henry: Então Eddie o levou até ela, eu creio.

    Filipe: Nossa mãe está morta.

    Henry mostra um ar confuso e demonstrava não saber muito quanto ao assunto, Filipe então se aproxima de Jasmine olhando para ela, que desvia o olhar para o lado.

    Filipe: Podes me contar o que está a acontecer?

    Jasmine: Eu não sei, Eddie trouxe o corpo da tua mãe para cá.

    Jasmine passava com sua mão no ombro após falar e então Filipe parece sem saber como reagir mas não tão espantado.

    Filipe: Podes ir procurar Bé? Enquanto Henry me fala sobre as docas.

    Jasmine então vai até a saida, deixando eles a conversar. Jasmine volta a esconder com as folhas a entrava para a cave e então ela caminha, Bé já deveria estar ali. Jasmine vê ao longe e consegue distinguir que era Bé quem estava sentado ao fundo no chão encostado a uma arvore. Possivelmente pelas roupas e pelo cabelo, pois ele estava sentando em pose fetal.



    Jasmine se aproximava, dava para ver claramente que Bé estava abalado com algo. Ela levanta a mão para lhe tocar, mas volta a baixar. Então Jasmine se senta perto dele que ignora ou nem repara na sua presença. Jasmine se aproxima se sentando mais perto dele e lhe toca no ombro com a mão. Bé mostrava um reflexo rapido para se afastar.

    Jasmine: Sou eu Bé.

    Bé: Jasmine?

    Jasmine: Sim. A barbie Doll. Lembra?

    Ele não falava nada, apenas ficava escondendo seu rosto se virando mais para o lado.

    Jasmine: Deixa ver.

    Bé estava em ato de negação, porem Jasmine com a mão, tocava gentilmente na cabeça dele e puxava a sua cara. Ela vê o rosto de Bé bem marcado, algumas feridas e partes dele inchadas, Jasmine demonstra alguma pena soltando o rosto dele, que o volta a esconder com os braços e joelhos.

    Jasmine: Já passou.

    Jasmine com sua mão esquerda, puxava o pulso direito de Bé para baixo, demonstrava não querer que ele esconde-se seu rosto, Jamine então puxava o braço de Bé com ambas as mãos, e ela encostava sua cabeça nele.

    Jasmine: Desculpa te ter deixado lá ontem.

    Bé: Eu também tinha fugido... Se tive-se conseguido.

    Jasmine: Não te volto a deixar assim sozinho.

    Bé: Não?

    Jasmine: Não. Afinal... Somos amigos. Não somos?

    Bé: Sim.

    Ele parecia mais reconfortado, Jasmine aproximava seu rosto e lhe dava um pequeno selinho na bochecha. Então ela se levantava ainda segurando no braço dele o puxando.

    Jasmine: Vamos, os outros estão ah espera. Já temos um grande esconderijo bem camuflado que ninguém vai encontrar.

    Bé: Que bom.

    Então eles caminhavam, sendo guiado pela garota, Bé mostrava um ar ainda um pouco perturbado. Então Bé para um pouco fazendo Jasmine parar também.

    Jasmine: Que foi?

    Bé: Depois de sairmos aqui... Para onde vamos?

    Jasmine: Bem... Eu não sei. Deveriamos manter contacto. Ou talvez trabalhar juntos.

    Bé: Trabalhar juntos?

    Jasmine: Eu daria uma otima palhaça não?

    Bé: Talvez só no aspecto.

    Ela ria um pouco e voltava a puxar Bé, que não dá para reparar se ele realmente estava a brincar ou a falar sério. Então eles chegam na porta do esconderijo e Jasmine solta a mão dele.

    Jasmine: Um dia a gente vai ser livre em um mundo onde não nos podem magoar mais. Mas até lá, precisas de ser forte.

    Bé: Sim... Eu vou ser forte.

    Mais forte que eu? Questionável.

    Jasmine então abria a porta e eles entravam. Bé parecia sussurar para si mesmo, algo antes da cena terminar.

    Bé: Sim, mais forte do que tu.

    Fadeout.

      Data/hora atual: Seg Set 24, 2018 9:24 am