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    O Filho Prodígio. Capitulo 1 - Introdução.

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    Moisesbe
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    O Filho Prodígio. Capitulo 1 - Introdução.

    Mensagem por Moisesbe em Sab Ago 11, 2018 10:58 pm

    Ano terra: 1976
    Local: Planeta terra.



    Nosso mundo, o planeta terra. Um lugar tão lindo e ao mesmo tempo tão... Chato. Tão... Chatoo! Mas que raios estás tu a fazer aqui? A narrar também. Sai. Quantos narradores são precisos para contar uma historia? Dois. Porque dois? Assim se um falar merda o outro corrige. Bem... Bem visto. Continuando. Nosso planeta seguia seu rumo, até que, surgem naves, indo na direção do mesmo, naves pequeninas e redondas elas rodavam, e duas delas aterravam bem perto do mesmo lugar cerca de uma cidade.

    Elas iam bem lento, como se tive-se uma espécie de modo de aterragem automático, uma delas parava, bem no meio de um passeio, o local parecia não estar muito activo ou movimentado. A nave bem lentamente pousa no chão. Se ouve um pequeno barulho agulho. Tipo um clieck! Então a nave parece sozinha evaporar ou se desintregar, deixando a criança deitada no chão.

    A criança chorava, ela tinha uma roupa beeem bonitinha, e com uma etiqueta a dizer "BÉ". Até que alguém, encontrou ali esse palhaço deslembido? Sim. Um homem, parecia andar de passo acelerado e com uma roupa formal, este caminhava e ouvia o choro do outro lado da rua, então ele passava a estrada e olhava para criança.

    Homem: Olá pequeno... Que estás tu aqui a fazer... "Bé"?

    A meter nojo. A criança chorava, e o homem então pegava nele, colocava a sua chupeta e tentava acalmar o bebé. Então ele via ao longe, o irmão dele, que também chorava e tinha o mesmo tipo de roupa. O que ele fez? Então o homem considerou chamar a policia. E assim foi.  A policia levou as duas crianças, deduzindo que eram irmãos.

    Nunca conseguiram encontrar rastos, nada que explica-se quem eles eram, de onde vieram, ou quem era sua familia. Conseguiram sim, só ler outras sagas. Então os pequenos foram encaminhados para a adoção, para que pudessem ter uma familia, uma identidade, e com alguma sorte serem felizes. Não te fies muito nessa "sorte"...

    ---

    Ano Terra: 1976
    Local: Orfanato?



    O local parecia ser um orfanato. Parecia? Aquilo a mim me parece uma casa de bonecas. Estava um casal, bem-vestido e arrumado para estarem ali. Eles estavam cá fora, no quintal, pelos vistos aguardavam por algo. O sujeito era um homem que tinha boa aparência... Um bonitão. De facto, um cabelo até engraçado e uma roupa simples porem muito elegante também.

    Ele estava ao lado de sua esposa, uma mulher fabulosa com cabelos bem arranjados e também bem vestida. Ela era bem atraente até mesmo já não parecendo tão nova. Ahh. Sempre tão charmosa desdo dia que a conheci. Eles olhavam para o edificio que não parecia tão atrativo, e depois o homem olha para ela e fala.



    Eddie: Querida... Tens a certeza disso?

    Ela parecia distraida, parada a olhar, quando Eddie lhe toca no ombro, chamando a sua atenção.

    Eddie: Sónia?

    Ela então olha para ele e suspira.

    Eddie: Nós estamos bem na vida, mas não significa que precisemos de fazer isto já.

    Sónia: É o nosso sonho, ter nossos filhinhos e fazer deles bons artistas, e seguirem as pegadas de seus pais. E sabes que não podemos ter filhos, a unica alternativa é adoptar eles.

    Eddie: Eu sei, para serem nossos filhos não precisam ser biológicos. Basta darmos para eles, carinho e amor.

    Sónia: Mas não pudemos esconder a verdade deles.

    Eddie: Porque não? Tu sabes como são as crianças nas escolinhas. Vão sofrer bulling e chamar eles de "adoptados" e o caramba.

    Sónia: Eles podem se chatear connosco um dia mais tarde.

    Eddie: Eu quero ser chamado de "pai". Não de "Senhor Eduardo".

    Sónia: Nós não sabemos o dia de amanha... E ainda tens... Aquele problema de stress.

    Então Sónia se aproxima e coloca a mão na cara de Eddie mostrando um ar meio inseguro.

    Eddie: Querida, já falamos sobre isto. Eu tomo os medicamentos, e eu estou são e saudável. Não vai correr nada de mal. Mas a escolha de fazer isto, nos cabe aos dois. Se quiseres, isto pode esperar.

    Então ela voltava a olhar em frente e esboçava um sorriso.

    Sónia: Vamos buscar nossos bebés.

    Eddie: Só uma coisa... Certeza que queres dois?

    Sónia: Farão companhia um ao outro.

    Eddie: Crianças que crescem com um irmão por vezes preferiam ser filhos unicos.

    Sónia: No entando tem filhos unicos que preferiam ter um irmão. Cabe nos a nós decidir.

    Então o sorriso de Sónia aumenta um pouco, e ela dá a mão a Eddie puxando um pouco o mesmo. Ela depois dava também a outra mão a ele e ia andando de costas o puxando. Aquele sorriso. Dava cabo de mim. Ele sorri para ela também, afinal, parecia que tudo ia correr bem e eles teriam sua família feliz. Lá estás tu com essa do "feliz"... Eu conto as historias do meu jeito, palhaço. Está na hora de nós contarmos uma como deve ser. Nós? Tem coisas, que nem tu sabes, narrador... Avançando no tempo.

    ---

    Ano Terra: 1981.
    Local: Circo.




    E lá estava eu. Trabalhando, como trabalhei em toda a minha vida. De forma honesta em trabalho pesado. Então Eddie tinha uma marreta na mão, ele tomava balanço e a rodava de modo vertical para bater em uma estaca. Possivelmente para prender a tenda do circo onde ele trabalhava como lógico.

    Ele batia na estaca, várias vezes, quando parava, surgiam duas crianças pareciam ter uns 6 anos, os meninos corriam por devolta de Eddie que estava apoiado na marreta, estavam possivelmente brincando, quando Eddie com seu braço levanta uma no ombro que o abraçava, então ele o pousa e fala para as crianças.

    Eddie: Então como foi a escola? Filipe já decidis-te o que queres ser quando fores grande?

    Então, Filipe a criança que ele tinha levantado mostra um ar pensativo e fala.

    Filipe: Uma estrela!

    Eddie então questionava.

    Eddie: Queres ser como eu?

    Filipe: Quero ser grande e forte como tu.

    Eddie: Então e tu Moisés?

    Eddie passava com a mão pelo cabelo de Moisés e este mostrava um ar pensativo.

    Moisés: Eu... Eu o que?

    Eddie: Queres ser grande e forte como eu quando cresceres?

    Moisés: Não. Eu quero ser maior e ainda mais forte.

    Filipe ri junto de seu irmão, e ambos voltam a correr, enquanto o sorriso de Eddie ia desaparecendo aos poucos após refletir nas palavras que Moisés lhe teria falado. Mais forte que eu hein? Questionável. Foi o que se tornou realidade um dia. Será? Possivelmente... Bem. Então Eddie continuou o seu trabalho.

    No dia seguinte, Filipe acorda. Ele dormia em um beliche com Moisés, sendo que dormia na de baixo. Filipe acorda empolgado e fala para cima onde estava seu irmão.

    Filipe: Mano! Acorda anda ver isto!

    Filipe corria até ao outro lado da reloute onde estava uma especie de embrulho grande. Ele olhava admirado então voltava a chamar o irmão. Que continuava a ressonar que nem um porco.

    Filipe: Moisés! Olha só.

    Filipe se deitava na sua cama debaixo, ele com os pés empurrava o colchão fazendo Moisés rodar nela e cair no chão.

    Moisés: Uaiii!

    Então Moisés cai e se levanta meio estremunhado, ele segue Filipe que aponta para o embrulho.

    Filipe: O que tu achas que é?

    Moisés se aproxima e olha para o embrulho.

    Moisés: Uma especie de presente.

    Filipe: Sim... Mas o que é!

    Moisés: Não sei, está embrulhado.

    Então chega Eddie e Sónia, ele passa com a mão pela cabeça de Filipe e fala.

    Eddie: Uma prenda que nós compramos. Podem abrir.

    Então Filipe e Moisés abrem rasgando o embrulho, Filipe se mostra alegre enquanto Moisés parece meio indiferente.

    Moisés: É uma caixa?

    Filipe: Não! É uma televisão!

    Moisés: Televisão? O que é isso? Come-se?

    Eddie e Sónia riam, Eddie ligava ela pondo ela a trabalhar enquanto a mãe se aproximava de Moisés.

    Sónia: É... Uhhm... Uma caixinha mágica onde podem ver. Coisas.

    Moisés: Mas eu vejo coisas todos os dias.

    Sónia: Nunca viste desenhos animados?

    Então ele acenava que não com a cabeça, enquanto Eddie ligava a Tv e mexia na antena, começava a dar o Rato Mickey de antigamente a preto e branco enquanto os dois irmãos olhavam bem fascinados.

    Sónia: Mamã e o Papa vão sair, precisamos que vocês fiquem aqui quietos vendo bonecos, está bom?

    Eddie: Filipe, toma conta do teu irmão. Não o deixes fazer coisas estúpidas.

    Moisés: Eu não faço coisas estúpidas.

    Moisés estava tentando morder o comando o confundindo com uma barra de chocolate gigante.

    Sim. A vossa querida familia feliz. Seria uma pena se progredirmos mais na historia e eu ir embora para entrar em ação. Não espera... Não seria. Acalma-te lá psicopata! Não vamos pular pontos, vamos contar a historia, ponto por ponto. Puff. Então eles saiam. Eddie dirigia uma carrinha, com esposa no lado do "segura". Eles seguiam para uma loja.

    Uma loja, onde vendiam de todo o tipo de coisas de circo, aparatos, roupas, objectos, quase todo o tipo de coisas que os artistas usariam. Então Eddie e sua esposa, decidiram comprar. Estourar uma pequena parte da nossa fortuna, mas por uma boa causa não é mesmo? Eles compraram praticamente, uma coisa de cada numero, arrumaram na carrinha e voltaram.

    Sónia: Querido, não achas que é meio impulsivo comprar coisas, que eles podem até não gostar?

    Eddie: Se não gostarem, a gente devolve na loja.

    Sónia: Não sei, talvez fosse bom continuar a juntar dinheiro.

    Eddie: Quando morrermos, o dinheiro vai ficar cá todo.

    Não se eu não puder o estourar antes! Sónia mostra um ar pensativo, enquanto Eddie olhava pelo espelho seu rosto.

    Eddie: Sabes, eu não acredito tão bem em herdanças de familia.

    Sónia: Porque nós não tivemos nenhuma.

    Eddie: Se tivese tido? Eu acho que mudaria muita coisa. Nós não iriamos trabalhar tanto, não iamos saber o que é trabalhar para atingir algo.

    Sónia: É preferivel jogar ele meio que fora?

    Eddie: Então. Eu prefiro gastar todo meu dinheiro, e usar ele para ensinar algo a nossos filhos. Do que simplesmente mimar eles e lhes dar toda a quantia para as mãos. Coisa que não sabemos o que eles fariam com esse dinheiro.

    Sónia: Sim querido, tens razão.

    Como o velho ditado. "Mais vale ensinar a pescar... Do que dar o peixe". Bem, então eles chegam denovo a casa. Eddie estanciona bem perto de sua reloute e começa a retirar as coisas para fora, as colocando no chão, então Sónia espreitava pela porta para ver como estavam os rapazes, estavam ainda vendo desenhos animados.

    Sónia: Meninos, parece que o natal chegou mais cedo. Venham aqui.

    Filipe: Obaa! Mano! Mais presentes!

    Então Filipe e Moisés saiem fora e vêem um monte de coisas por ali, bonitinhas e prontas para trabalhar.

    Moisés: Ah, não são.

    Filipe: Como não?

    Moisés: Não tem embrulhos, não são presentes.

    Eddie: São sim. São para vocês.

    Filipe: Parecem ser coisas de adultos... São dos artistas trabalhar.

    Eddie: Não falas-te que querias ser uma estrela? Então... Venham dai rapazes. Eu vou fazer de vocês, duas estrelas. Hahahaha.

    Filipe e Moisés olham um para o outro após ouvirem a risada do pai e então eles empolgados vão até Eddie... Espera, tu adicionas-te esse dialogo na historia? Por quem me tomas? Pela Mónica do Doki Doki? Está parecendo, apagas algum personagem eu te rebento no final da saga maldito. Continuando...

    Bem, então os rapazes começaram a treinar, várias coisas. Malabarismos, equilibrismos ou acrobacias. Embora Filipe demonstre uma vontade enorme, ele tem dificuldade em se destacar ou até conseguir se adaptar a qualquer numero. Já Moisés por sua vez... Garoto prodígio não é mesmo? Com apenas 6 anos mostra talento dentro de areas que adultos não fariam tão bem.

    Eddie chegou em uma conclusão. Juntar os dois e fazer com eles, uma aparelha de palhaços. Esse trio, promete. Eddie pintou e vestiu ambos, ele os levou para a pista para uma pequena plateia, que seriam apenas parentes convidados. Filipe se demonstra um pouco nervoso, enquanto Moisés adentrava por ali adentro bem animado.

    Moisés usando roupas largas que o faziam parecer gordo, e a maquilhagem engraçada que ele borratava. Ele tropeçava pelo chão e caia fazendo a plateia rir e bater palmas para a criança, que ria também. Enquanto Filipe permanecia longe, com vergonha. Então eu me dirigi a ele para conversarmos sobre.

    Eddie: Qual o problema Filipe?

    Filipe: É que... Eu não sei como interpretar um palhaço...

    Eddie: Compreendo.

    Eddie se apoiava em um joelho e colocava a mão em Filipe, enquanto Moisés do outro lado ficava fazendo palhaçadas aleatórias.

    Filipe: Talvez me escrever um... Um guião, ou coisa do tipo me iria ajudar.

    Eddie: Sabes criança. Muita gente realmente confunde um palhaço, com um outro papel qualquer de um ator. É que na verdade, não tem nada a ver uma coisa com a outra.

    Filipe: Não?

    Eddie: Não filho. Um ator, ele é pago para representar algo que ele não é. Um palhaço? Ele é pago para ser um palhaço, não para fazer de conta que é um. Se tu não consegues ser um palhaço. Então não vale a pena insistires.

    Filipe: Eu quero ser um palhaço... Mas eu não sei como ser um.

    Eddie tira das costas, algo que parecia ser uma tarte. Hora de desperdiçar comida rapaz. Então ele a entrega a Filipe e fala.

    Eddie: Sempre ficas por ai correndo e brincando. Ser palhaço é meio que ser uma criança. Tu precisas de te divertir, e divertir os outros, a qualquer custo.

    Filipe: Me divertir?...

    Eddie: Sim. Diverte-te. Apenas isso.

    Então Filipe começa a correr com a tarde em direção a pista. Moisés se levanta e levanta os braços ao ver ele.

    Moisés: OBAA MANINHU!!

    Filipe espeta com a tarde na cara de Moisés que cai pelo chão, a plateia começa a rir, e Filipe mostra um ar satisfeito ao ver alguns aplausos enquanto Moisés no chão cospe pedaços de tarte. No final do dia, os meninos chegavam a casa sujos, porem animados, acompanhados por seu pai. A mãe revirava os olhos ao ver o estado deles.

    Eddie: Ok meninos, podem ir tomar banho.

    Filipe: Mas papa...

    Eddie: Diz?

    Filipe: Se nós vamos trabalhar, não decidimos os nossos nomes de palhaços.

    Moisés: Nomes de palhaços? Palhaços também são gente?

    Eddie: Claro. Eu posso dar vos vossos nomes de palhaço. Tu serás o palhaço Lipie. E tu...

    Eddie colocava a mão em Moisés e mostra um ar pensativo, então Sónia fala.

    Sónia: Deveria ser conhecido como Bé.

    Eddie mostra um ar de rejeição, porem a criança lhe agrada esse nome.

    Moisés: Bé. Sim. Fácil de eu decorar. Eu quero ele.

    Eddie: Ok. "Bé". Podes ir para dentro, e tomar banho.

    Então ele segue para dentro também, e Eddie fica sozinho com Sófia.

    Eddie: Bé? Tiras-te essa ideia de onde?

    Sónia: Bem... Acho que o que dizia em uma ediqueta na roupa dele enquanto... Bebé...

    Eddie: Esquece isso. Ele tem um nome, de longe muito melhor que esse.

    Sónia: Não dês importancia para isso. Vamos para dentro também.

    Então Sónia dá a mão a Eddie e ambos entram também. E assim nasceu a coisa Abézada que conhecemos hoje em dia. Que comovente. Bem, então alguns dias se passaram. E os meninos estavam prontos para estrear em pista. Bons velhos shows de circos. Nunca enjoa.

    Bem, então o dia da estreia chegou. Ahhh, o dia em que eu acordei. Como eu esperei por esse dia. Lipie e Bé finalmente faziam sua estreia, trabalhando ao lado de seu pai. Eles actuaram, eles foram aplaudidos, e sua atuação foi um grande sucesso. Os outros artistas também trabalharam fazendo seus respectivos numeros.

    Então o final do show chegou, onde o patrão, estava claramente revoltado por algo ter corrido mal. E lá vem o boi. Ele era um homem do mal, Rafik sempre trava mal as mulheres, agredia seus empregados, porem não tinha tido nenhum problema com a fámilia Ribeiro, pelo menos não até aquele dia.

    Lipie: Vista mano?

    Bé: Shiim! Nós fomos demais!

    Lipie: Somos estrelas!

    Bé: Huhu!

    As crianças festejavam quando acidentalmente Filipe vai contra uma caixa grande, ela cai. Em cima estava um globo enorme, algo que faria lembrar os das discotecas ou discos. Naquela epoca aquilo era raro e extremamente caro. O patrão ouviu algum barulho e se levanta bem nervoso ao ver seu objecto tão caro quebrado.



    Rafik: Seus pirralhos nojentos! Desgraçados, eu vou esbofetear vocês! Quem foi que fez isto?

    O homem tinha cerca de 2 metros e 10 de altura, e um porte fisico intimidador, tal como sua voz grave. Filipe claramente ficava com medo do homem, Bé reparou nisso e falou assumindo as culpas do sucedido.

    Bé: Fui eu. Foi sem querer.

    Rafik: Tu des-te conta daquilo que me partis-te! Seu miserável!

    Bé: Desculpe, acho que meus pais podem pagar isso.

    Rafik se aproximava de Bé gritando com o mesmo.

    Rafik: Ai vão pagar vão! Porque eu vou obrigar eles a isso!

    Bé: Hey! Não grite comigo!

    Rafik: Ora seu pedaço de lixo imundo! Se teus pais não te dão educação eu mesmo dou!

    Bé: Me deixa em paz! Gorila!

    Então o homem parecia ficar bem mais nervoso ao ouvir a ofensa de Bé. Então Rafik se aproxima e segura a criança pelo braço, a medida que gritava este simplesmente abanava o corpo de Bé.

    Rafik: O que me chamas-te sua pulga!? Vou te obrigar a limpar tudo isso seu maldito!

    Claramente dava para ver medo no rosto de Filipe e o mesmo a tremer, enquanto Bé tentava fugir das mãos do homem mas sem sucesso, então chegou na altura sua mãe. Sónia. Ela também parece se revoltar ao ver aquela cena, ela sem pensar duas vezes se atira ao outro braço do homem e tenta o puxar para que solte seu filho.



    Sónia: Larga ele!

    Rafik: Fala comigo quando eu te dirigir a palavra! Crianças são para serem postas na linha!

    Rafik empurra Sónia, Bé começa a se irritar e começa a mexer os braços freneticamente, enquanto Filipe ficava apenas em um momento de pânico sem saber o que fazer. O homem parece ficar mais bruto com Bé e Sónia se atira e dá um tapa na cara de Rafik, o mesmo parece se irritar ainda mais com isso.

    Sónia: LARGA MEU FILHO!

    Rafik: SUA VÁDIA!

    Rafik então dá uma bofetada em Sónia, a força do homem era tanta que a mulher vai contra a caixa, ela bate bem na esquina da grande caixa, com força o suficiente para cair no chão desacordada e com literalmente, a cabeça aberta. Bé começa a se debater e a acertar socos e chutes no homem que eram em vão.

    Filipe finalmente faz algo e vai a correr chamar o pai, que estava com suas roupas de palhaço, e sua pintura no rosto.



    Eddie: Olá pequeno... Está tudo bem? O que aconteceu?

    Lipie: Rapido papa, o homem mau está a magoar o Moisés.

    Eddie: Que?

    Lipie: Ele está muito nervoso, ele... Bateu na mama.

    A expressão facial de Eddie muda um pouco. Ele começa a correr em direção ao controle. Lá ele vê Sónia no chão com algum sangue na testa, e Rafik apertando Bé. Eddie então parece ficar... Transtornado? Com ideias homicidas? Cheguei então. Então Eddie corre contra Rafik, Eddie toma impulso e grita.

    Eddie: CABRÃO! METE-TE COM ALGUÉM DO TEU TAMANHO!

    Eddie roda o corpo e acerta bem no queixo de Rafik, com um soco, o impacto é tão forte, que o homem de imediato solta Bé e dá alguns passos para o lado. O homem parece tentar ripostas com um soco, porem Eddie se esquiva para o lado, este lhe acerta três socos pela barriga e pelas costelas.

    Eddie: NÃO PARECES TÃO DURO AGORA!!

    Rafik: EU VOU TE ESMAGAR!

    Então Rafik coloca as mãos na cabeça de Eddie, as mãos do homem são enormes, porem Eddie não mostra medo, este com um impulso com seus braços tira as mãos dele para lá e se atira com uma cabeçada, acertando na boca de Rafik, este cambaleia um pouco com a mão na boca e salta contra ele lhe dando mais socos.

    Filipe gatinhava até a sua mãe, que estava desmaiada. Sem reação, este parecia em pânico. Bé ficava chamando por ajuda enquanto Filipe parecia a chorar muito aflito.

    Lipie: Mamã... Mamã! Fala comigo!

    Eddie conseguia derrubar o homem para o chão e se colocar em cima do mesmo, Eddie descarregava imenso nele enquanto chegavam muitas outras pessoas separando, que continuava a gritar e a dizer vários palavrões enquanto Filipe, continuava a chorar.

    Lipie: Mamããã... Por favor! Mamã.

    Bé: Para irmão. Não vês?

    Bé se aproximava de filipe e falava.

    Bé: Ela... Ela não vai acordar.

    Ao fundo via-se Eddie agredindo pessoas aleatorias, e com isso sendo agredido também, porem o foco é em Filipe, e nas palavras ditas por Bé.

    Lipie: O que... O que tu dizes-te? Não... Não...

    Bé se abaixava segurando no corpo da mãe também e a cena dá fadeout.

      Data/hora atual: Dom Ago 19, 2018 12:05 pm