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    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico.

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    Mensagem por Moisesbe em Ter Nov 20, 2018 10:07 pm

    Ah, bom e velho Bé. O que aconteceu com ele naquela altura questionam vocês? Bem, vocês certamente não estão a espera daquilo que está por vir, mas cá estou eu, o bom e velho narrador vos falando sobre, o rumo de Bé a

    Algumas semanas se passaram desde o ultimo episodeo. Bé foi preso, enjaulado e foi retirada dele qualquer pingo de, liberdade. Foi tirado dele seus amigos, sua amiga e seu irmão. E ele se viu trancado. Em uma... Jaula.

    Pobre Bé. Pobre Bé. Tão sozinho. Tão solitário, mas sabes o melhor? Oq? A historia está somente começando. E eu já estou cansado de a escrever...

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. System-failure

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Beold311

    Uma pequena sirene vermelha começa alarmando. Bé acorda ele parecia sentado no chão da jaula, ele cruza as pernas se colocando em pose de meditar. Ainda com os olhos fechados, Bé movimenta o pescoço para os lados enquanto a jaula de onde ele estava preso começa descendo, parecia pendurada. Ela se movimentava para os lados mas o corpo de Bé permanecia daquele jeito. Um silêncio grande, grande demais para um Bé no destaque da cena. A jaula continua descendo.

    Todo o cenário era escuro, mas dava para notar que a jaula descia até ah umas aguas profundas, aquilo era possivelmente no Porto. Antes da cabeça de Bé for submersa dá para ver o mesmo a pegar folêgo e respirando fundo para conter a respiração. Então a jaula desce pelas profundezas e dá para ver o rosto de Bé se contendo, e suas bochechas cheias, se vê uma movimentação bem rapida e pesada ao fundo pela agua enquanto Bé ignorava tudo e mantinha concentração e seus olhos fechados. Quando uma criatura, um tubarão surgia.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Tubarao-branco-20053200

    O animal (o tubarão) vinha com toda a força e velocidade tremenda embatendo contra a jaula que era bem pesada, a ponto de amassar as grades, a jaula era pequena mas resistente para isso, então o turbarão voltava a nadar um pouco aos circulos enquanto batia nela abrindo a boca demonstrando vontade de devorar o rapaz que estava no interior, dava para ver os caninos quase tocando na pele de Bé que continuava a manter os olhos fechados.

    Após algum tempo a respiração de Bé começava a deitar bolhas mostrando a falta de ar, mas devido a sua calma conseguia aguentar o maximo de ar possivel e se manter vivo, até que a jaula começa a subir. Já denovo fora de agua Bé mantinha exatamente a mesma posição de que quando entrou, apenas tossia alguma agua e abria os olhos quando a jaula pousava finalmente no chão da sala. Vendo o homem na sua frente.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Eddie510

    Bé: Vais ter que variar na torturas. Começo a ficar aburrecido e nosso amigo lá em baixo não vai muito com a minha cara.

    Bé ria de forma cómica, mesmo sendo na presença de seu tão temido pai. Ed por vez fazia um ar sério caminhando em direção até ele, Ed tentava com a mão chegar até a cara de Bé, porem Bé com um impulso afastava-se das grades da frente mudando sua espressão, Ed apontava para ele demonstrando alguma frustração.

    Ed: Vais me falar onde eles estão. E todos vocês vão pagar por vossos crimes.

    Bé: Quem és tu para chamar criminoso a alguém?

    Bé reclamava mas se mantinha afastado enquanto apontava o dedo. Ed batia na jaula e falava para os capangas.

    Ed: Tirem no dali. E lhe metam a camisa.

    Então eles abriam a porta, muitos capangas entravam o sucifiente para conseguirem conter o nosso Bé enfraquecido do passado. Eles começam a agredir o mesmo que se deitava no chão colocando os braços em frente da cara. Então após isso entrava outro colocando, uma camisa de forças em Bé, após prenderem a mesma, Bé se começava a debater e a tentar se libertar mas sem sucesso. Então Ed fazia sinal e eles levantavam o rapaz, um de cada lado e o puxava de rastos para fora dali seguindo Ed com eles.

    Bé: Onde me levas? Vou ser ameaçado por um polvo agora?

    Bé tentava se soltar mas tudo o que fazia era ser golpeado pelos homens que o carregam. Quando eles chegavam em uns corredores totalmente brancos, que ele nunca tinha visto e também estava tudo bem vazio e silêncioso. Quando Bé é arrastado até um lugar, onde a parede deslizava como uma porta e mostrava uma sala também branca, completamente vazia e também uma especie de janela que tudo o que dava para ver era outra sala branca. Os homens atiram Bé lá para dentro e fecham a parede.

    Bé: Onde estou eu! Tirem me daqui!

    Bé ficava se debatendo no chão não se conseguindo nem colocar em pé devido a camisa. Quando ele o faz se encosta na janela tentando espreitar, ele com seus olhos se colocava em várias posições tentando ver o que era aquilo, quando do nada surge Eddie lhe dando um jumpscar fazendo Bé cair para trás.

    Bé: Onde eu estou! Em um manicómio? Mas que raio!

    Ed: Nos vemos daqui a um ano, quando cumprires a tua pena.

    Bé: A minha pena? Mas a saga do Pato não é essa! Hey, volta aqui.

    Então Ed ia embora do local e deixava Bé sozinho se debatendo.

    Bé: Volta aqui! VOLTA AQUI!

    Bé: Não! Hey!

    Bé: Eu não quero ficar aqui sozinho...

    Bé: Eu não fiz nada de mal. Eu não fiz nada! A culpa não é minha!

    Bé começava se debatendo com muita mais força, a suficiente para ir contra as paredes da pequena sala e cair pelo chão, ele tentava se soltar da camisa até na dentada, mas sem sucesso, ele encostava a cabeça na parede resmugando, ele então se sentava, não conseguia nem sequer abraçar suas pernas e se colocar em uma pose mais satisfatoria, ele apeas fica reclamando.

    Bé: A culpa não é minha.

    A culpa é toda tua. Tu matas-te ela! Tu matas-te a tua mãe!

    Bé: Não fui eu. Eu não queria. Foi um acidente.

    Bé começava levemente a bater com a cabeça na parede, ele claramente falava sozinho. Apenas ele e as vozes de dentro de sua cabeça. Quando a cena ia se afastando dele, enquanto o volume dele resmugando ia ficando cada vez mais baixo. E a cena mudava.


    Última edição por Moisesbe em Qua Jan 23, 2019 2:14 am, editado 1 vez(es) (Razão : Editei o título)
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    Mensagem por Moisesbe em Qua Jan 23, 2019 2:15 am



    As câmaras mostram um quarto. "o quarto branco". Tudo era completamente branco, paredes, teto, chão, a roupa de Bé as lampadas e luzes que tinham um brilho incomodativo. No entando não era apenas uma tortura o facto de tudo ser da cor mais ofuscante e perturbadora e sim ao silêncio absuluto e ao isolamento total. Não se ouvia um chiar e a única coisa que fazia barulho era o que Bé optava por fazer.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. White-torture-room-w750-660x330

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Depres10

    A ideia não consistia em machucar a nivel fisico e sim uma punição e um castigo psicológico, o pior que Ed conseguia pensar para aplicar em seu filho. Com a ideia de transmitir medo ou terror na mente caótica de Bé, os resultados poderiam ser mais drásticos que isso. Existe relatos de tempos modernos em Irã dos danos que isso poderia ter. Deacordo com esses mesmos relatos, com o passar do tempo, o prisioneiro passa a perder sua identidade, esquece de quem ele é e não lembra quem é sua família, e, além disso, o prisioneiro geralmente passa a ter fobia a cor branca. Seria duro passar um dia ou outro em uma sala assim? Com apenas flashes brancos em seus olhos e nada mais? Pois bem, Bé estava lá faz 4 meses.

    Ele não parecia bem, ele estava sentado e inquieto dentro da sala encostado em uma das paredes, piscando seus olhos várias vezes, murmurando ou resmungando palavras ou frases que não estavam claras o suficiente para serem entendidas. Talvez fossem versos de uma canção, ele se abraçava a si mesmo enquanto batia com a parte de trás da cabeça na parede, o rapaz, que estava relativamente bem mais magro, dava um visual diferente ao tão rechunchudo e feliz Bé que todos nós estavamos habituados a ver. A maior questão que ele transferia era, o que será que ele estava pensando? Talvez continue se culpando algo e esteja tentando afastar maus pensamentos, talvez ele já nem pense mais. Algo, que talvez não saberemos.

    ------

    Local: Ruas de Carnivalia.

    Ano terra: 1992.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Parque10

    O local mostra as escuras ruas de Carnivalia, Filipe com capuz em sua cabeça correndo, ele corria de modo acelerado com passos largos como se estive-se sendo seguido, e depois da cena mostrar ele pisando em uma poça, dava para notar que realmente estava sendo seguido por vários homens vestidos de preto. Ele corria o mais rapido que conseguia entrando pelos parques, no entando não ia os conduzir para o seu esconderijo, Filipe apenas tentava despistar os homens por lá.

    Se ouvia inclusive alguns tiros, de armas que lembravam revolvers, pois eram as mais comuns na época. O rapaz voltava a sair dos parques os deixando por lá o procurando, tudo parecia deserto, pois quando se ouvia tiros geral se escondia dentro de suas casas. Filipe já dentro de outro edificio, trepou por cima de alguns moveis, rebentou com umas grades e entrou dentro de uma conduta de ar. Então ele voltou a colocar as grades no lugar conseguindo arranjar um jeito de as prender.

    Ele então engatinhava pelo local, durante muito tempo, ele estava procurando por algo. Naquele local ele tinha acesso até ao escritório de Ed, e ele parou por lá. Filipe assentou observando Ed na sua cadeira escrevendo em documentos. Filipe olhou em volta, o melhor a fazer seria abater o seu proprio pai e assumir o controle de tudo. Mas conseguiria ele fazer isso? Não. Filipe tinha que quebrar essa grade e seu pai o mataria antes dele conseguir saltar. Filipe então com um olhar de rancor, voltou a andar para trás, num momento que Ed presentiu algo e levantou a cabeça levemente olhou para trás mas já não estava ninguém na conduta. Então voltou a focar em seu trabalho.

    Filipe então verificou os arredores e por fim era seguro voltar ao seu esconderijo, ele caminhou por entre várias árvores e arbustos, atrás de uma pequena cascata, algo que eles tinham melhorado no seu esconderijo para ficar ainda mais camuflado. Não passaria sem ficar encharcado é claro, ele o fez, e então moveu uma rocha que era grande, mas mais leve do que parecia, então ele entrou. Ele sentou em uma cadeira na mesa apertando a roupa que tinha em seu corpo.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Nova_i10

    Na frente dele estava Jasmine, ela parecia diferente e certamente tinha mudado nesses últimos tempos o ambiente claramente estava pesado, frio e com um clima agonizante. Filipe tirava o capus e passava com a mão pelo rosto, Jasmine sabia a resposta a pergunta que ela ia fazer pois dava para notar na expressão dele.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Filipe16 O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Jasmin26

    Jasmine: Olha...

    Filipe: Eu sei o que vais falar, então não fales.

    A resposta de Filipe só deixou o ambiente ainda mais pesado do que já estava, a garota demonstrava um ar profundamente triste olhando para o lado como se estive-se quase chorando, e na verdade até estava. Filipe suspirou de forma pesada e disse.

    Filipe: Desculpa, eu sei que a culpa não foi tua.

    Jasmine: Não vão demorar muito até nos encontrar, pelo estado ofegante que te encontras só revela que estava quase a acontecer. Eles não vão descansar até te encontrar. E eu vou estar incluída nisso. O que achas que me vai acontecer?

    Filipe: O mesmo que aconteceu a Henry?...

    Jasmine: Me daria por feliz se fosse apenas isso.

    Filipe movimentava a cabeça, o tópico realmente ia de mal a pior, as coisas precisavam de mudar. Filipe precisava de agir. Eles faziam algum silêncio enquanto ele demostrava um ar pensativo.

    Filipe: Por onde anda Magda?

    Jasmine: No que estás tu a pensar?

    Filipe: Vamos terminar com isso. De uma vez por todas.

    Jasmine: Ela está alguns por ai fazendo o seu trabalho. Não se pode dizer que ela se importou com a morte de Henry, mas no que toca a resgatar o Bé ela ajuda.

    Filipe: Vamos fazer mais do que resgatar Bé. Nós vamos fazer uma revolução.

    Jasmine: Ninguém te vai ouvir.

    Filipe: Toda a gente vai.

    Filipe se levantava, ele dava alguns passos de um lado para o outro como se estive-se elaborando algum tipo de plano.

    Filipe: Na sala do comando, preciso de usar os alto falantes.

    Jasmine: Como vais entrar sequer lá?

    Filipe: Tem condutas bem grandes por todas as instalações. O ar é bem pesado lá mas dá para andar por ai.

    Jasmine: O que vais tu dizer então?

    Filipe: A verdade.

    Jasmine: Olha, eu sei que a gente tem que tentar algo mas não podemos arriscar algo tão... Mal elaborado.

    Filipe: Tu mesma dizes-te, estamos sem tempo e é uma questão de tempo até nos encontrarem, precisamos de fazer algo.

    Jasmine: Eu só quero saber do paradeiro de Bé...

    Filipe: Derrubamos Edward e isso acaba. Ponto.

    Filipe vira o rosto e então ele começa a remexer em várias coisas, o plano tão simplificado não agradava Jasmine, mas eles também não tinham muita escolha.

    Jasmine: E se eles te capturarem também?

    Filipe: Chega de ser pessimista.

    Filipe pegava em várias coisas, algumas ferramentas, e até luvas. Então ele guardava outras coisas em uma mochila e dava para as mãos de Jasmine.

    Jasmine: Onde vamos?

    Filipe: Preciso que procures a alquimista. Ao encontrares ela explica lhe a situação. Preciso que ela crie uma mistura capaz de adormecer ou matar pessoas, se as coisas correrem mal e ele me apanhar...

    Jasmine: Filipe... Não vamos te sacrificar. Se é isso que queres dizer.

    Filipe: Ele me mata de qualquer das maneiras. Ele quer Bé vivo porque consegue o tornar no filho que ele quer, um doido psicopata.

    Jasmine: Bé não é assim!

    Filipe: Mas Ed acredita que ele possa vir a ser talvez seja por isso que ele não esteja dado como morto. Eu não, sou o filho dispensável.

    Jasmine: Eu...

    Filipe: Vamos não temos mais tempo a perder.

    Então Filipe e Jasmine voltaram a sair do esconderijo. Jasmine partiu ah procura da alquimista enquanto Filipe por sua vez voltou para as condutas de ar. Filipe procurava por entre as salas que tinha explorado mais ah pouco, ele passou pelo escritório de Eddie mas ele já não estava lá e isso era preocupante.

    -----

    Local: Esconderijo - Carnivalia.

    Ano terra: 1992. Dia 31 de Dezembro, as 23:00. Vésperas de ano novo. 5 Meses pós captura de Bé.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Nova_i10

    Estava reunido o grupo composto por Filipe, Jasmine e a Alquimista Magda.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Filipe16 O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Jasmin25 O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Magda_11

    Jasmine: Ok, vamos recapitular o plano que temos elaborado todos esses meses?

    Eles estavam reunidos em uma mesa redonda, tinham um ar até calmo para a situação que aquilo era, no entando dava para notar leves expressões de preocupação da parte de Filipe e Jasmine, já a Aquimista demonstra completa indiferença.

    Filipe: Hoje, nós abatemos Ed e seus homens, eles já vasculharam toda a Carnivalia, eu tenho conseguido enganar os homens e safar estes parques dos mapas, mas no ano que vem não vamos ter muita sorte.

    Jasmine: Por outras palavras, é ou tudo ou nada?

    Filipe: Hoje ou nós morremos, ou seremos livres.

    Magda: Se morreres, serás livre igual.

    Filipe: Esperemos que não chegue nesse ponto. Mas enfim. Hoje todo o povo está reunido, bem aqui perto na praça para festejar o ano novo.

    Jasmine: Incluindo Ed e os homens?

    Filipe: Incluindo Ed e seus homens. Ele vai dar seu discurso maravilhoso.

    Magda: Ou seja, ninguém se importa mas ele julga que sim.

    Filipe: Então precisamos de começar uma revolução. Eles tão em minora, o povo precisa de se opor, o povo quer liberdade, mas quem pedir isso é morto ou pior.

    Jasmine se demonstra pensativa, então ela praticamente fala em voz alta.

    Jasmine: Como que uma ideia tão linda de uma cidade submersa se tornou em um pesadelo tão grande?

    Magda: É o que acontece quando um psicopata sobe no poder.

    Filipe desviava o olhar com as palavras da alquimista, esta no entando apenas fala.

    Magda: É verdade.

    Filipe: Eu sei, ele só.

    Magda: Não existe uma justificativa para aquilo que estás a pensar.

    Filipe: Ele é um criminoso. E precisa de pagar por seus crimes.

    Magda: Ele precisa de tomar com uma bala no meio da cabeça tal como Henry.

    Jasmine: Pensei que odiasses Henry.

    Magda: Não é da tua conta.

    Filipe: Enfim, continuando. Eu vou usar as condutas para me levarem até a sala de controle, vou falar pelos alto falantes para todo o povo e tentar convencer eles que precisamos de lutar.

    Magda: Os químicos que me pedis-te são para quê?

    Filipe: Se as coisas não derem certo, usaremos apenas os poções que os vai adormecer, a todos. Jogaremos nas condutas, se Ed e seus homens adormecerem, a vitoria é nossa.

    Jasmine: Nós temos as mascaras de gás, mas então e o povo?

    Magda: Não importa, aquilo não é fatal.

    Filipe: De qualquer jeito, mais cedo eu me disfarcei, e consegui plantar explosivos no palco.

    Magda: Então precisamos do povo para que?

    Filipe: Não entendes-te? Os explosivos não são lá essas grandes coisas, vai apenas matar um capanga ou outro, mas Ed e os homens vão pelos ares, é uma forma de os desarmar senão seria um massacre.

    Filipe olha no relógio.

    Filipe: Alguma duvida?

    Jasmine e Magna momentaneamente olham uma para a outra mas não falam nada.

    Filipe: Vamos.

    Então os três saiem do esconderijo e eles vão de modo furtivo em direção as condutas para se posicionarem, os três tinham Walkie Talkies para conversarem pois eles estariam bem longe.

    -----

    Local: Ruas de Carnivalia.

    Hora: 23:50

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Parque10

    Na praça do parque, estavam muitas muitas dezenas de pessoas um pouco afastadas do pequeno palco, onde estava Eddie caminhando de um lado para o outro, com vários seguranças por ali. Atrás de Eddie tinha um grande ecra mostrando a hora, era a tradição clássica para contar o tempo até a passagem de ano. Eddie com um microfone falava para o povo.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Eddie510

    Eddie: Hoje meus amigos, festejamos algo. Hoje festejamos mais um ano. O primeiro de muitos e muitos que estão por vir. No começo, a ideia dessa cidade era boba, nos foi dito que era impossivel, que não poderíamos viver deste jeito. No entando, nós provamos que todos eles estavam errados!

    Eddie continuava a falar, enquanto Jasmine se movimentava sendo seguida de Magda pelas condutas, elas pararam em um local super alto onde conseguiam espreitar para a reunião. Enquanto Filipe já se instalava na sala dos comandos preparando as coisas.

    Jasmine (Falando no WalkieTalkie): Filipe, estás pronto?

    Filipe(wt): Sim.

    Jasmine(wt): Quando quiseres.

    No palco;

    Eddie: Um sonho, um lugar seguro, um lugar onde todos nós viveremos em paz para *interrompido

    Eddie continuava a falar, no entando o som do seu microfone era cortado, este batia algumas vezes no microfone fazendo gestos cómicos, todos demonstravam um ar confuso, mas ele nem tanto. Então se ouve um som bem agudo e alguém falando nos alto falantes. De momento Eddie faz sinal a alguns capangas que começam a correr.

    Filipe: Olá, o meu nome é Filipe Ribeiro, e hoje eu tenho uma questão para vocês. Será que estamos vivendo realmente em paz? Ou apenas sendo comandados e torturados por um soberano psicotico? Não acham que realmente é estranho, fugirem de um sistema violento e opressor para esta cidade e vivermos o resto dos nossos dias de forma pior? Como escravos?

    O povo começava a falar entre si, enquanto Eddie apenas aguardava e escutando como qualquer outro.

    Filipe: Não acham que está na hora de realmente... Ir embora? Viver como gente? e desistir desse inferno? Nós não precisamos de continuar assim! Levantem suas mãos! Levantem sua voz e reclamem a vossa liberdade de expressão, a vossa *interrompido*

    Eddie saca de pistola e começa a disparar nos holofotes, o povo parecia inquieto, tinha pessoas que inclusive estavam a levantar a mão ou realmente a falar em um tom mais alto, Eddie então começa a gritar e dá um tiro no ar, o povo se acalma um pouco.

    Eddie: É justamente isso que eu vim falar com vocês e é isso que vamos celebrar, liberdade.

    Filipe(wt): Agora Magda! Não deixes eles o ouvirem! Manda tudo pelo ar!

    Magda dentro das condutas começa a remexer nos bolsos e tira o comando com os explosivos, enquanto isso Eddie continua falando para o povo.

    Eddie: E como sinal de liberdade, eu vos trouxe alguém querido. Ele.

    A tela sobe em pouco e surge alguém que deixou a plateia quase que em choque, Moisés Bé. Ele parecia não estar mais tão magrinho, mas estava muito estranho, tinha alguns tiques na cabeça e levantava as mãos como forma de tapar sua visão, este dava alguns passos mais para o centro do palco indo para o lado de Eddie.

    Filipe(wt): Magda! O que está a acontecer? Eu preciso fugir! Explode com isso logo!

    O som de Filipe se desliga de vez e ele some da sala antes que seja pego.

    Jasmine: NÃO!

    Quando Magda finalmente estava pronta para activar os explosivos do palco é interceptada por Jasmine, que lhe tira o comando pela força.

    Magda: O que estás a fazer sua idiota! Vais estragar todo o plano!

    Jasmine: É o Bé! É ELE!

    Magda: Foda-se! Temos que fazer isto!

    Jasmine: NÃO! Vamos machucar ele! Não vamos fazer isso!

    Jasmine realmente parecia quase que em pânico e em choque ao mesmo tempo, Magna no entando por sua vez parecia focada na tarefa.

    Magda: Cala a boca! Ele só vai voar não vai morrer! Dá me isso!

    Jasmine: N-Não!

    Magda então tentava a tirar pela força, Jasmine começava a rastejar para longe, porem a alquimista a agarra pela perna.

    Magda: Dá me o comando! Agora!

    Jasmine: NÃO!

    Jasmine dava chutes na cabeça de Magda e começava a fugir.

    Magda: Volta aqui sua estúpida de merda!

    Entretando no palco, Bé finalmente baixava as mãos, todo o povo começava a conversar entre si o suficiente para não ouvir as palavras dele.

    O Filho Prodígio. Capitulo 6 - Plano Catastrófico. Beold310

    Bé: Onde... Onde eu estou?

    Eddie: Em casa meu filho, estás em casa.

    Bé: Eu... Você é meu pai?

    Eddie: Sim.

    Então os homens de Eddie voltavam a ligar o microfone dele pela sala dos comandos enquanto Bé estava mais perdido que filho da puta no dia dos pais. Eddie então tocava no micro chamando novamente a atenção e colocava no ombro de Bé.

    Eddie: A pena por um crime do calibre que ele cometeu, era a morte. Ou um ano de cadeia. O que é muito pouco por invadir uma propriedade privada por exemplo. O que eu quero dizer, é que eu não sou aquilo que dizem. Não importa quem ou quantos sejam, uma cidade sem leis não vai existir.

    O povo parecia ainda quieto confuso, então vários homens da plateia gritavam.

    Homem: Então e se eu quiser ir lá em cima?

    Eddie: Isso poderá ser tratado, você mostra seu trabalho e esforço, e um dia alguém o acompanhará lá se tiver algo que fazer. Se falar sobre cidade debaixo do mar, vão te internar em um hospicio por acreditar na atlantida.

    Homem2: E se eu quiser conhecer novas pessoas?

    Eddie: Somos centenas neste momento, não me acredito que conheça cada pessoa e estamos a construir e aumentar espaço para trazer mais.

    Eddie demonstrava bons argumentos para o povo que estava se a acalmar mais, então este virou o olhar para uma mulher.

    Mulher: E quanto ao seu outro filho, Filipe? Ele não cometeu nenhum crime.

    Eddie: Fraude, conspiração, invasão de propriedade privada, desacato a autoridade, tudo o que eu queria era uma chance de puder conversar com ele. E reunir a familia. Eu só quero o que é o melhor para os meus filhos.

    Talvez que o que ele fala-se fosse mentira, talvez não, mas não dava para notar isso, ele mostrava um sorriso, enquanto as câmaras voltam para as condutas, Jasmine parecia estar sem saida.

    Jasmine: Me deixa em paz!

    Magda: Chega!

    Magda então começava a dar socos na Jasmine, ela era muito mais nova e fraca então não conseguia nem a enfretar. Jasmine apenas se encolhia abraçada ao comando, porem Magda continua batendo nela com força, até que por fim consegue lhe tirar o comando e apertar os botões.

    Então a enorme explosão aconteceu e o palco vai pelos ares. Os seguranças, Eddie e Bé voam por ali e vários cidadões que estavam perto de mais caiem no chão, todos ficavam ainda mais confusos, os que cairam do palco pareciam todos bem machucados e sem posições de fazerem nada.

    Homem: E agora?

    Homem2: É a nossa chance!

    Homem3: Não façam nada seus tolos! Vão nos matar a todos!

    O publico parecia bem dividido entre os lados.

    Homem2: Olha, foda-se, tou farto disto. Lembras-te do Sawyer?

    Homem: Era meu primo.

    Homem2: Então vamos resolver isto.

    Os dois homens pareciam começar a correr, eles pegavam em pedras e seguiam direção a Eddie que estava no chão se remoendo com dores, Bé que estava perto recuperava mais rapido se levantando, Bé corria pegando na faca de Eddie, quando o primeiro homem chegava Bé lhe fazia um corte no pulso o fazendo deixar cair a pedra, o outro se mostra mininamente hesitante, Bé com uma mão segura o braço dele e lhe dá algumas facadas na barriga e o deita ao chão. Eles ficavam se esperniando e sangrando com os ataques e mais ninguém se astrevia a chegar perto após verem aquilo.

    Eddie: Arrrh.

    Bé então ajudava o palhaço a se levantar e começava a fugir com ele.

    Filipe chegou no local, onde estava Magda saindo também das condutas.

    Filipe: Bé... Ele...

    Magda: Não está mais do nosso lado.

    Filipe: Ele... Sofreu uma lavagem cerebral?

    Magda: Talvez pior que isso. Ele perdeu a memoria. Preferiu ser torturado até a insanidade do que contar para Eddie onde tu e Jasmine estavam.

    Filipe: Se ele conta-se eu e Jasmine morríamos e essa cidade perdia a chance de serem livres...

    Magda: E agora? Vamos correr atrás deles?

    Filipe: Bé não me vai ouvir. Vamos seguir o plano e colocar eles para dormir.

    Magda começa a remexer do bolso vários frascos de poções que tinha.

    Filipe: A Jasmine?

    Magda: Está bem, vamos.

    Então o duo começa a correr, querem ir até a sala das ventilações o mais rapido possivel para pluir o local com os químicos.

    Quando eles chegam, Filipe entra chutando a porta, Magda o segue.

    Filipe: Tens a certeza que Jasmine está bem? Qual foi a atitude dela?

    Magda: A gente se desentendeu, mas ela está bem, e tem sua mascara.

    Filipe começava a remexer no computador a programar coisas, aumentava bastante a potencia das ventoinhas dentro das condutas.

    Filipe(wt): Jasmine, estás cá fora? Jasmine?

    Jasmine(wt): S-s... Sim.

    Filipe(wt): Mete a mascara vamos soltar o gás!

    Jasmine(wt): Espera! *interrompida

    Magda tira o Walkie Talkie de Filipe e o desliga.

    Magda: Despacha te com isso, não temos tempo a perder!

    Então a alquimista começa a fazer algumas misturas extras o que deixava Filipe a olhar.

    Filipe: A quantia já estava boa! Não achas que estás a exagerar!

    Magda: Bé se mostrou estranhamente resistente demais, quero ter a certeza!

    Filipe: Não vais matar ninguém com isso?

    Magda: Se a pessoa fosse muito fraca e estiver dentro dos prédios é possível. Eu só quero ter a certeza que eles dormem, são homens fortes.

    Filipe: Tá, faz logo isso.

    Então ela tava os fracos para dentro das condutas, a sua mistura explodia e formava uma especie de gás verde mais em liquido, enquanto Filipe remexia nas máquinas para acelerar a potencia e conduzir a nuvem para lá para dentro que possivel que não estive-se civil nenhum.

    A câmara volta para lá para dentro focando em Jasmine que corria de forma desesperada. Para o interior dos prédios, ela seguia Bé que estava carregando o corpo do pai, Bé ouvia os passos e parava, Jasmine parava também a uma distância bem razoável.

    Jasmine: Bé...

    Bé apenas virava um pouco a cabeça ainda de costas, este pousava Eddie ainda machucado no chão, Jasmine não olhava sequer para o homem, ela apenas focava em Bé, com uma voz chorosa ela falava.

    Jasmine: Nós te procuramos durante tanto tempo... Nós pensavamos que...

    Bé: Que?

    Jasmine: Estavas morto.

    Bé: Preferia ter estado.

    Bé então se virava para Jasmine que já tava com lagrimas no rosto ela começava a correr e saltava abraçando Bé, ela o apertava com força, no entando ele não mostrava uma reação significativa, qualquer uma que fosse.

    Jasmine: Sou eu, a Jasmine... Por favor...

    Eddie: Ehrrr... É a tua namoradinha.

    Bé: Eu tenho namorada? Olosko.

    Jasmine: Bé, não te lembras de mim?

    Eddie começava a se rastejar a tentar se recompor e se esgueirava dali, mas estavam distraidos demais para lhe dar importancia.

    Jasmine: Ele não é do bem! Foi ele quem te torturou durante todos esses meses! Precisas de o prender antes que ele se recomponha!

    Bé: Ele é meu pai.

    Jasmine: Bé... Não. Não.

    Bé: Não o que? E se ele realmente está a fazer o que é certo? Eu matei a minha mãe não foi? E ainda assim Eddie nos ofreceu, isto. Uma cidade inteira para mandarmos.

    Jasmine: Por favor, me ouve! Ele tem feito desde assassinatos a estupros, ele não se preocupa com essa gente!

    Bé: Talvez se eu mandar em vez dele, as coisas melhorem. Essa cidade é muy bonitinha. Tem chocolates?

    Jasmine: Bé... Eu...

    Jasmine olhava em volta e via uma nuvem verde saindo pelos ares condicionados, ela via que a nuvem parecia forte demais, então ela remexeu do bolso tirando sua mascara.

    Jasmine: Eu sei que vais fazer o que é certo Bé, por favor, para ele, talvez não possa fugir contigo e não acorde mais. Mas eu só quero que te lembres, que a tua pequena Barbie Doll sempre gostou muito de ti. E eu sei que tu és especial, nasces-te para ser um herói, não um criminoso.

    A nuvem se aproximava, então Jasmine ainda chorando se colocava em bicos de pés e dava um pequeno selinho na boca de Bé, então metia a mascara nele. Ela levemente o abraçava, ele cedia e a cena ficava coberta do fumo verde, apenas se ouve Jasmine tossindo fortemente, e o corpo dela caindo no chão, dava para ver pelas silhuetas ela se contorcendo no chão, seus braços e pernas e então por fim parava deixando cair seus membros.

    Bé: Espera, como era o teu nome mesmo?

    A voz de Bé saia diferente por causa da mascara, então a nuvem passava e todo o local já estava coberto disso, depois eram ligados os ares condicionados verdadeiros para afastar a névoa. Bé então quando se via seguro tirava a mascara, ele se abaixava segurando no corpo de Jasmine, esta tinha escarrado sangue e parecia morta.

    Bé: Pourra. Acabei de descobrir que tinha namorada e já me mataram ela. Só me fodem.

    Bé: Espera...

    Bé deixava cair o corpo de Jasmine de um jeito qualquer como se fosse um saco de batatas. E se vira para a parede de vidro.

    Bé: EU ESTOU EM UM AQUÁRIO MANÉ!

    Bé ficava parado a olhar para o vidro e então olhava no relógio.

    Bé: Huhu! Feliz ano novo! Caraca, porque ninguém abre champanhe? Parece que tá tudo a dormir.

    Por fim chegam naquele local Filipe e Magda, eles vêem Bé a deixar cair a mascara para o chão e ficam sem saber o que fazer.

    Filipe: Não... Ele lhe tirou a mascara?

    Magda: É possivel que ela tenha lhe dado, a miuda é burra. Ou era.

    Filipe: Magda, ajuda ela! Não podemos a deixar morrer!

    Magda: Até podemos.

    Filipe: Magda!

    Magda: Tá tá, vou ver o que posso fazer.

    Bé olhava para trás durante poucos instantes. E depois voltava a olhar para a frente, Filipe dava alguns passos até ficar ao lado de seu irmão então ele olhava para a frente também, Filipe fechava os olhos com um suspiro bem profundo.

    Filipe: Bé, sou eu, Filipe.

    Bé: Meu irmão?

    Filipe: Sim.

    Filipe voltava a olhar para Bé, se questionando se foi reconhecido mas pelos vistos sim. Mas naquele momento não havia tempo para isso.

    Bé: E quem é a preta?

    Magda: Eu ouvi tu a chamares me isso.

    Bé: Desculpa menina preta.

    Filipe: Ela é uma amiga.

    Magda: Eu não sou vossa amiga.

    Ambos olham para trás e Magda revira os olhos, então olham um para o outro.

    Filipe: Eu não sei como te convencer que...

    Bé: O pai é um palhaço assassino?

    Filipe: Preciso de o encontrar, para onde foi?

    Bé continuava a olhar em frente e tocava com os dedos no vidro ele apenas olhava com profundidade para o mar.

    Filipe: Bé, para onde ele foi?

    Bé: Ãh? Eu não sei. Procura-o.

    Filipe: Raios. Magda, leva a pro esconderijo eu vou procurar Eddie.

    Filipe começava a caminhar.

    Magda: Talvez não vala a pena a levar daqui.

    Filipe repentinamente parava de caminhar.

    Filipe: Não o digas.

    Magda: Ela morreu. Eu disse, gente fraca não aguentava a mistura.

    Filipe colocava as mãos na cara, não esperava ouvir aquilo. Filipe caminhava até Magda que tinha o corpo de Jasmine no chão, ela segurava apenas no pescoço da menina que tinha seus olhos abertos e sangue pela boca e pescoço. Filipe fechava os olhos e começava a chorar.

    Bé: Ela escolheu morrer no meu lugar. Ela escolheu isso.

    Filipe: Idiota!

    Filipe se levantava bem frustrado, ele apertava os punhos se aproximando de Bé, Bé vendo o reflexo no vidro semi-cerrava os olhos e de imediato fazia uma espressão bem séria, Filipe tentava acertar um soco em Bé que se esquiva para o lado, Filipe então tentava outro, mas Bé consegue segurar no punho do irmão, então Bé acerta uma potente joelhada na barriga de Filipe e depois agarra na cabeça do mesmo e lhe bate contra o tão resistente vidro, Filipe cai pelo chão, este rola um pouco e reclama.

    Filipe: Ela deu sua vida para ires atrás dele e o parares e tu o deixas-te fugir!

    Bé pisa na garganta de Filipe de modo bem forte fazendo com que o irmão fique com alguma falta de ar.

    Bé: Cala-te.

    Filipe: No entando tu a deixas-te morrer em vão!

    Bé: Tu não entendes?

    Filipe: O que?

    Bé: Eu não me importo.

    Filipe mostrava-se bem magoado, mas não apenas fisicamente, ele estava emocionalmente mal, Filipe queria se mover, queria falar algo, mas era incapacitado de o fazer de todas as formas, Magda levantou o dedo e falou.

    Magda: Gostei mais desse Bé.

    Bé: Obrigado preta.

    Se ouvia passos, os capangas que estavam lá fora pareciam recuperar e estava prestes a adentrar no edifício. Bé levantava o pé e voltava a se aproximar do vidro enquanto Filipe tossia com a mão no pescoço.

    Magda: Temos de ir!

    Magda então corria segurando em Filipe, e o puxava de rastos para fugir dos capangas, quando eles entravam, Magda e Filipe já tinham saido, eles se aproximam de Bé, mas não agem. A cena então dá fadeout.

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